Publicidade

Estado de Minas

Polícia quer ouvir criança que ficou mais de um dia desaparecida em mata de Betim

Com apoio aos pais, policiais pretendem conversar com menino Miguel, que passou mais de 24 horas desaparecido depois de sumir em mata onde família participava de celebração religiosa


postado em 02/04/2018 06:00 / atualizado em 02/04/2018 07:47

Miguel desapareceu na manhã de sexta e foi encontrado no fim da tarde de sábado(foto: Divulgação)
Miguel desapareceu na manhã de sexta e foi encontrado no fim da tarde de sábado (foto: Divulgação)
A Polícia Civil deve ouvir hoje o menino Miguel Albino dos Santos de Jesus, de 2 anos, que desapareceu na manhã de sexta-feira em uma mata em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, e foi encontrado no fim da tarde de sábado, em circunstâncias ainda misteriosas. A expectativa é de que a criança revele o que ocorreu durante o tempo em que ficou sumida. Familiares e testemunhas também vão prestar depoimento. Miguel teve alta ontem do hospital onde ficou internado depois de ser encontrado. As investigações vão verificar se ocorreu algum crime durante seu sumiço e como tudo se passou.


Por se tratar de uma criança, a oitiva ocorre de maneira diferenciada. Agentes da polícia estão dando suporte aos pais para que eles compareçam hoje à 3ª Delegacia de Betim, que ficará encarregada do caso. Algumas testemunhas, incluindo os pais da criança e os homens que a encontraram na mata, foram ouvidas sábado à noite. O delegado responsável pelas investigações aguarda ainda para os próximos dias o resultado dos exames pelos quais o garoto passou no Posto Médico Legal da cidade. O laudo conclusivo está previsto para daqui 30 dias.


Quando sumiu, Miguel estava com o pai, o pastor evangélico Albervan de Jesus, de 43 anos, e o irmão de 7 em uma mata no Bairro Parque Industrial, local frequentado por evangélicos para orações, onde estavam desde a quinta-feira à noite. O pai do menino afirmou que por volta das 11h de sexta foi buscar lenha para a fogueira da noite e deixou os dois filhos sozinhos. O mais novo desapareceu nesse intervalo. O sumiço do garotinho mobilizou bombeiros, guardas municipais, familiares e voluntários que por dois dias vasculharam a mata nos arredores, enquanto a polícia investigava pistas que poderiam levar a um possível sequestro ou cárcere privado.

Bombeiros vasculharam região do desaparecimento, na sexta e no sábado, sem avistar vestígio da criança, que reapareceu na mesma área(foto: Marcos Vieira/EM/D.A PRESS)
Bombeiros vasculharam região do desaparecimento, na sexta e no sábado, sem avistar vestígio da criança, que reapareceu na mesma área (foto: Marcos Vieira/EM/D.A PRESS)


‘CASO DE POLÍCIA’ Os bombeiros já haviam declarado o encerramento das operações anteontem à tarde, afirmando que o menino não estava na região e que o assunto tinha se tornado caso de polícia. Os pais do garoto estavam na delegacia e uma equipe de policiais civis seguia para o local do desaparecimento, onde recolheria provas, quando o celular tocou avisando que Miguel fora encontrado.


O garotinho foi achado perto de um poço por três rapazes que moram na vizinhança do local do desaparecimento. Ele estava chorando, deitado no chão, com as roupas sujas e sentindo muita sede. Na porta da delegacia, Miguel foi entregue nos braços da mãe por um rapaz que estava na área onde a criança foi encontrada e acompanhou o pequeno na viatura da PM.
O tenente Jonas Braga Linke, do Batalhão de Emergências Ambientais e Respostas a Desastres (Bemad) dos Bombeiros, chefe das ações dos militares na região, disse que as buscas foram minuciosas, incluindo áreas improváveis de uma criança de 2 anos conseguir chegar. “Durante esse tempo, o menino não esteve nesse lugar”, afirmou na ocasião, categoricamente. No sábado, depois de fazer os exames de corpo de delito, Miguel foi internado no Hospital da Unimed, de onde teve alta ontem de manhã.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade