Publicidade

Estado de Minas

Anglo American será autuada por rompimento de mineroduto na Zona da Mata

Empresa também será notificada a acompanhar semanalmente a investigação que apura as causas do incidente em Santo Antônio do Grama


postado em 15/03/2018 06:00 / atualizado em 15/03/2018 09:49

A tubulação da Anglo American se rompeu lançando minério de ferro no Ribeirão Santo Antônio do Grama, que abastece a cidade de mesmo nome(foto: MPMG/Divulgação)
A tubulação da Anglo American se rompeu lançando minério de ferro no Ribeirão Santo Antônio do Grama, que abastece a cidade de mesmo nome (foto: MPMG/Divulgação)
A Anglo American deve ser autuada hoje sobre o rompimento da tubulação de mineroduto em Santo Antônio do Grama, na Zona da Mata mineira. Ela também será notificada a acompanhar semanalmente a investigação que apura as causas do incidente, até que elas sejam esclarecidas. Amanhã, há previsão de conclusão da adutora que vai garantir o abastecimento de água da cidade, retomado parcialmente e de forma provisória na madrugada de ontem.

A construção da estrutura no subsolo para captação de água no Córrego Salgado foi autorizada pelo governo de Minas. Ela vai alimentar a Estação de Tratamento de Água (ETA) da Copasa no município e terá capacidade de captação de 12 litros por segundo – a ETA absorve, no máximo, 13 litros/segundo, de acordo com a mineradora. A autorização foi viabilizada por meio de outorga emergencial concedida pelo Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam).

A adutora superficial, cuja captação é de sete litros por segundo, instalada de forma provisória, começou a funcionar anteontem à noite. A cidade começou a ser abastecida por esse sistema inicialmente nas partes baixas. O abastecimento está sendo complementado por meio de caminhões-pipa providenciados pela mineradora, conforme informou a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) por meio de nota.

A qualidade da água do Rio Casca também está sendo avaliada pela Copasa, tendo em vista que a polpa de minério chegou ao curso d’água na madrugada de anteontem. Aproximadamente sete quilômetros do Ribeirão Santo Antônio e do Rio Casca foram afetados pela polpa, composta por 70% de minério e 30% de água. De acordo com a Semad, “as análises preliminares indicam que não houve alterações dos parâmetros que exigissem a interrupção da captação. Por isso, o abastecimento segue normalizado na cidade de Rio Casca”, diz o texto. A secretaria acrescentou que os impactos provocados pelo vazamento da polpa de minério no meio ambiente continuam sendo monitorados no local.

A Copasa também informou, por meio de nota, que está monitorando a qualidade da água em Rio Casca, município a 18,8 quilômetros de Santo Antônio do Grama. “As análises indicam que a água distribuída ao município está potável. Portanto, a captação e o abastecimento seguem normalizados”, afirma a companhia.

O Ministério Público Federal (MPF) abriu inquérito para investigar o rompimento da tubulação. O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) também investiga o caso. Anteontem, o órgão pediu o bloqueio imediato de R$ 10 milhões da Anglo American.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade