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Estado de Minas

Mortes por febre amarela chegam a 52 e vacina é exigida também no Caraça

Extraoficialmente, Mariana lidera o número de casos. Ontem a prefeitura confirmou 40 casos da doença


postado em 06/02/2018 06:00 / atualizado em 06/02/2018 16:42

Os visitantes do Santuário do Caraça terão que levar cartão de vacina, apesar de nenhum caso da doença ter sido registrado no local(foto: Beto Novaes/EM/DA Press - 27/10/16)
Os visitantes do Santuário do Caraça terão que levar cartão de vacina, apesar de nenhum caso da doença ter sido registrado no local (foto: Beto Novaes/EM/DA Press - 27/10/16)


Minas Gerais já registra pelo menos 52 mortes por febre amarela. Caeté, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, confirmou ontem mais dois óbitos pela doença. O surto continua mudando a rotina em hospitais, em postos de saúde, assim como em áreas verdes: o cartão de vacina com o registro da dose de imunização contra a enfermidade passa a ser exigido também para os visitantes do Santuário do Caraça, em Catas Altas, na Região Central de Minas Gerais. Extraoficialmente, Mariana lidera o número de casos. Ontem a prefeitura confirmou 40 casos da doença. Desses, sete resultaram em óbitos, oito pessoas estão internados e 25 pacientes receberam alta. Até a última terça-feira, o município contava 10 casos confirmados e quatro óbitos.


“O município está trabalhando em conjunto com a Secretaria Estadual de Saúde, intensificando ações de vigilância, como a localização de macacos doentes ou mortos para identificação das áreas de risco”, informou por meio de nota, a Prefeitura de Mariana. Hoje, A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) promoverá uma coletiva à imprensa para apresentar as atualizações referentes aos números de casos e demais esclarecimentos sobre a atuação do estado no enfrentamento da doença.

O último boletim epidemiológico da SES, divulgado na terça-feira passada, contabilizava 36 mortes, 45 pacientes internados e 81 casos no total. Porém, depois da divulgação dos dados, administrações municipais mineiras confirmaram mais óbitos em decorrência da moléstia. Além de Mariana, é o caso de Caeté, onde nove registros foram confirmados, sendo três óbitos – dois a mais em relação ao último balanço da SES. Também houve mortes confirmadas em Conceição dos Ouros, Ouro Branco, Barão de Cocais, Itabira, Barbacena, Jeceaba, Santo Antônio do Aventureiro, Senhora de Oliveira, Piranga, Belo Val e Mariana. Ou seja, 16 novos óbitos desde o último balanço da SES.

ÁREAS VERDES
Os visitantes do Santuário do Caraça, em Catas Altas, na Região Central de Minas Gerais, precisarão levar o cartão de vacina com o registro da dose de imunização contra a doença. A administração do Santuário informou que atende a uma normativa da Secretaria de Saúde da cidade: “Por questões de saúde pública, só será permitida a entrada no Complexo Santuário do Caraça mediante apresentação do cartão de vacinação que comprove a vacina contra febre amarela há p elo menos 10 dias,” diz a nota publicada no site. Ainda conforme a administração, nenhum caso da doença foi identificado no complexo do Santuário do Caraça. Ações preventivas contra a proliferação da doença no atrativo turístico serão desencadeadas em parceria com a Secretaria de Saúde de Catas Altas nos próximos dias. Equipe de técnicos treinados do Santuário do Caraça fazem monitoramento diário nas trilhas e nos primatas existentes no complexo.


Assim como o Santuário do Caraça, outros atrativos turísticos em área verde do estado também solicitam aos visitantes que apresentem o registro vacinal para entrada nos locais. Na Grande BH, o Instituto Inhotim, em Brumadinho, adotou a medida após a confirmação de mortes em decorrência da doença de moradores de áreas rurais da cidade. Em Belo Horizonte,

a Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica, além de pedir o cartão de vacina aos visitantes, também fez um isolamento dos macacos de pequena espécie. Os primatas foram levados para um recinto protegido com uma tela que não permite a entrada de mosquitos que podem trazer a doença aos macacos. Nos dois locais, não foram encontrados primatas mortos e as medidas foram adotadas em caráter preventivo para proteger visitantes e animais. *Estagiário sob supervisão da subeditora Rachel Botelho

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