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Estado de Minas

Avanço de casos fatais da febre amarela leva medo ao interior

Morte de duas pessoas em decorrência da doença leva Prefeitura de Conceição dos Ouros, no Sul de Minas, a decretar situação de emergência em saúde pública


postado em 03/02/2018 06:00 / atualizado em 03/02/2018 08:02

Enquanto autoridades federais, estaduais e municipais não se entendem sobre o combate, mais uma cidade mineira decretou situação de emergência em saúde pública por causa do avanço da febre amarela. A Prefeitura de Conceição dos Ouros, no Sul de Minas, tomou a medida depois que duas pessoas morreram em decorrência da doença. Balanço feito pelo Estado de Minas com base em dados da SES e de administrações municipais mostra que já são 50 mortes registradas neste ano apenas em território mineiro.


Minas Gerais também decretou emergência em 162 cidades. Em 20 de janeiro, o governo já havia anunciado a medida para 92 municípios, das regionais de Saúde de Belo Horizonte, Itabira e Ponte Nova. Dias depois publicou outro documento, acrescentando mais 62, que fazem parte das áreas das regionais de Juiz de Fora e Barbacena. Além das duas mortes de Conceição dos Ouros, Ouro Branco, localizado na Região Central, confirmou mais uma vítima da doença. De acordo com a Secretaria de Saúde de Barbacena, o homem tinha 41 anos e não havia se vacinado. Mariana, ainda na Região Central do estado, divulgou boletim em que registra mais dos casos fatais, somando sete óbitos de pacientes com a doença, elevando para pelo menos 50 mortes pela enfermidade em Minas neste ano.

ZOOLÓGICO Em Belo Horizonte, começou ontem o controle de entrada de visitantes na Fundação Zoobotânica, reaberta depois de uma semana em que passou por adequações em decorrência da febre amarela. Só pode visitar o zoológico e o aquário do Rio São Francisco quem apresentar documento de identidade e cartão de vacina, comprovando a imunização contra febre amarela há pelo menos 10 dias.

Bugio, parauacu, sagui-imperador, macaco-da-noite, mico-leão-de-cara-dourada, mico-leão-dourado, macaco-prego e guigó – espécies de primatas mais vulneráveis à contaminação pela febre amarela – foram retirados da área de visitação. Eles foram transferidos para recintos adaptados, fechados com telas finas que não permitem a passagem de mosquitos, para ficar isolados do contato com os possíveis vetores da doença. Esses recintos ficam fora da área aberta aos visitantes, ao lado do hospital veterinário, e têm acesso restrito a tratadores, cuidadores e funcionários do zoo.

*Estagiário sob supervisão do editor Roney Garcia

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