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Estado de Minas

Incêndio destrói a vegetação do Pico do Itacolomi pelo segundo dia consecutivo

Ao menos, 25 pessoas participam do combate. Aeronaves do Instituto Estadual de Florestas (IEF) vão ajudar nos trabalhos. As causas ainda estão sendo apuradas


postado em 29/08/2017 13:56 / atualizado em 29/08/2017 15:46

As chamas estão concentradas em um local de difícil acesso(foto: CBMG/Divulgação)
As chamas estão concentradas em um local de difícil acesso (foto: CBMG/Divulgação)

O longo período de estiagem em algumas cidades mineiras vêm provocando queimadas. Um dos locais que sofre com os incêndios é o Pico do Itacolomi, situado entre Ouro Preto e Mariana, na Região Central de Minas Gerais. O fogo começou nessa segunda-feira e se espalhou rapidamente. Ao menos, 25 pessoas participam do combate. Aeronaves do Instituto Estadual de Florestas (IEF) vão ajudar nos trabalhos. As causas ainda estão sendo apuradas.

De acordo com o funcionário do parque, Felipe Marcos, o incêndio está em uma área de difícil acesso, o que dificulta a ação dos brigadistas. “O acesso é o principal problema. Lá, só consegue chegar por meio terrestre, a pé. Nem carro chega lá. Também estamos sem comunicação, apenas por rádio”, explica.

O fogo está concentrado em uma área chamada de Serrinha, que fica próximo ao distrito de Passagem, que pertence a Mariana. Ainda não há informações se as chamas já atingiram a área do parque. “Ontem (segunda-feira), nós concentramos os trabalhos para tentar impedir a entrada do incêndio no parque. Mas ainda não temos notícias se foi possível o controle”, comenta Felipe.

De acordo com o corpo de Bombeiros, um efetivo da administração dos quartéis foi empenhado para reforçar o combate. Dois aviões e um helicóptero também vão ajudar no serviço.

Segundo o Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, o incêndio foi detectado no parque por volta das 7h de segunda-feira. As causas ainda serão investigadas, bem como será feita a medição da área atingida.

Chamas também atingem a Serra da Moeda, na Região Central de Minas(foto: CBMG/Divulgação)
Chamas também atingem a Serra da Moeda, na Região Central de Minas (foto: CBMG/Divulgação)


Além do parque, outras quatro unidades de conservação de Minas Gerais estão sofrendo com queimadas. São elas: Parque Estadual Serra do Papagaio, em Baependi, no Sul de Minas, Reserva de Vida Silvestre Serra das Aroeiras, em Pedro Leopoldo, na Grande BH, Parque Estadual Serra do Rola Moça, em Brumadinho, também na região metropolitana, e Monumento Natural Serra da Moeda, na Região Central.


O parque


A unidade de conservação Parque Estadual do Itacolomi fica entre os municípios de Mariana e Ouro Preto, a 100 quilômetros de Belo Horizonte. Foi demarcada e aberta à visitação em 14 de junho de 1967. Um dos destaques da unidade é o Pico do Itacolomi, com 1.772 metros de altitude, e que era o ponto de referência para os antigos viajantes da Estrada Real, que o chamavam de o “Farol dos Bandeirantes”. A palavra itacolomi vem da língua tupi e significa “pedra menina”. Os índios viam o pico como o “filhote” da montanha ou “pedra mãe”, segundo a descrição do espaço no informativo do Instituto Estadual de Florestas (IEF-MG).

O parque tem uma área de 7.543 hectares de matas, onde predominam as quaresmeiras e candeias. Nas partes mais elevadas aparecem os campos de altitude, com afloramentos rochosos, onde se destacam as gramíneas e canelas-de- emas. Abriga muitas nascentes, afluentes do Rio Gualaxo do Sul. Animais raros e ameaçados de extinção vivem na vegetação, como o lobo guará, a ave-pavó, a onça-parda e o andorinhão -de- coleira (ave migratória). Também podem ser vistas espécies de macacos, micos, tatus, pacas, capivaras e gatos mouriscos. Levantamentos identificaram mais de 200 espécies de aves, como jacus, siriemas e beija-flores.

Fumaça proveniente da queima da vegetação pôde ser vista de vários pontos (foto: CBMG/Divulgação)
Fumaça proveniente da queima da vegetação pôde ser vista de vários pontos (foto: CBMG/Divulgação)

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