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Estado de Minas

PBH terá seis meses para fazer plano de manejo de gatos no Parque Municipal

A medida é devido a superpopulação de gatos que vivem no local, que já sofreram maus-tratos, e que podem provocar um desequilíbrio na natureza


postado em 09/08/2017 19:11

A estimativa é que cerca de 200 gatos vivem no parque atualmente(foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A.Press)
A estimativa é que cerca de 200 gatos vivem no parque atualmente (foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A.Press)

A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) terá seis meses para criar um plano de manejo que visa buscar o equilíbrio ambiental no Parque Américo Renné Giannetti, conhecido com Parque Municipal. A medida é devido a superpopulação de gatos que vivem no local, que já sofreram maus-tratos, e que podem provocar um desequilíbrio na natureza com o fim de outras espécies. A ação está incluída no Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinada pela administração municipal e o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).

Uma das discussões recentes sobre o grande número de felinos existentes no Parque Municipal, foi em relação a esporotricose, doença que pode matar gatos e ser transmitida a humanos. A estimativa é que 200 felinos vivem na área verde. Além disso, os animais vem sofrendo com maus-tratos e até sendo mortos cruelmente, segundo o MPMG.

De acordo com a Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente de Belo Horizonte, o plano deve buscar o equilíbrio ambiental e harmonizar a proteção animal com outras atividades já existente no parque. “Para isso, alguns bichos poderão passar por castração, vacinação, vermifugação e minimização de estresse. Já os usuários do local deverão ser conscientizados, do ponto de vista legal e ambiental, sobre guarda e posse responsável de animais, pois o abandono de gatos no parque seria constante, sendo preciso coibir essa prática para garantir o bem-estar dos bichos e o equilíbrio do ecossistema local”, explicou o MPMG.

A Prefeitura também deverá tomar medidas para inibir o abandono de animais no parque e a alimentação não autorizada dos bichos. Ações para conscientizar sobre os riscos de soltura dos animais em ambientes públicos e com informações sobre crimes relacionados à fauna doméstica, também estão previstas.

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