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Estado de Minas

Polícia Civil fecha a maior fábrica de linha chilena para pipas de BH

Investigadores apreenderam 50 mil metros de linhas cortantes, além de 11 máquinas e 74 frascos de cerol. Mais detalhes serão fornecidos em entrevista coletiva


postado em 08/08/2017 10:28 / atualizado em 08/08/2017 10:38

A Polícia Civil fechou o que a corporação considera ser a maior fábrica de linha chilena para pipas e papagaios de Belo Horizonte. Após a a morte de um garoto de quatro anos em Ibirité, Grande BH, em 15 de junho, as investigações foram intensificadas com o objetivo de coibir o comércio desse tipo de linha, altamente cortante, no Hipercentro de Belo Horizonte.

O resultado do trabalho dos policiais foi a descoberta de uma fábrica no Bairro Vista Alegre, Oeste de BH, onde foram apreendidos 11 máquinas para a produção de linha chilena, 74 frasos de cerol, pó químico de mistura de vidro e 50 mil metros de linha chilena. No local, foi presa em flagrante Vanessa de Fátima Teodoro Neto. A Polícia Civil vai dar mais detalhes sobre o trabalho na tarde desta terça-feira, durante entrevista coletiva.

Na ocasião da morte do garoto Breno Pereira de Brito, de quatro anos, o pai dele informou que tinha levado a criança para andar de bicicleta em um campo de futebol do Bairro Bela Vista, em Ibirité, quando ouviu um adolescente gritando que seu filho tinha sido atingido no pescoço por uma linha de papagaio que tinha características cortantes.

Ele correu até o local e encontrou Breno ensanguentado e com um corte profundo no pescoço. Pessoas que estavam próximas ao local colocaram o menino em um carro e seguiram em direção a um hospital na tentativa de salvá-lo. No caminho, eles encontraram uma ambulância e pediram ajuda.

Os socorristas encaminharam Breno para o hospital São José, no Bairro Jardim Industrial, em Contagem. Porém, a criança já chegou ao hospital sem vida.

A Polícia Militar levou o adolescente, de 15 anos, que presenciou o fato, para a Delegacia de Plantão de Ibirité, acompanhado de um responsável, para prestar esclarecimentos. Ele negou que a linha fosse sua e afirma que a ela estava agarrada no mato por onde passou a criança com a bicicleta. A perícia compareceu ao local e recolheu a linha chilena para análise.

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