
Um episódio considerado raro causa perplexidade entre a comunidade de uma escola particular de Belo Horizonte, põe em alerta pais de estudantes e chama a atenção para práticas de prevenção e controle médico ainda na adolescência. A Polícia Civil aguarda a conclusão do laudo da necropsia de Caio Henrique Souza, de 16 anos, para decidir se abrirá inquérito para investigar as razões da morte do estudante, na manhã de ontem, durante aula de educação física no Colégio Padre Eustáquio, no bairro de mesmo nome, na Região Noroeste da capital. A família de Caio evitou falar sobre o caso, relacionado pela instituição de ensino a um mal súbito. “Foi uma fatalidade. A hora dele chegou”, disse uma tia, que estava no Instituto Médico Legal (IML) aguardando a liberação do corpo e preferiu não se identificar.

Em breve comunicado, o vice-diretor geral do Colégio Padre Eustáquio, Dante Fleury, informou que Caio teve um mal súbito ao fazer uma atividade física e foi imediatamente atendido por uma técnica de enfermagem da escola, que prestou os primeiros socorros ainda nas dependências do colégio. Fleury destacou ainda que unidades do Samu chegaram rapidamente para prestar socorro.

Do lado de fora da escola, várias pessoas se reuniram após o anúncio da morte. Pais de alunos, principalmente, chegavam a todo momento querendo saber notícias dos filhos. Estudantes saíam aos prantos, sem conversar com jornalistas. Cleonice Maria Pereira, de 56 anos, avó de uma aluna de 13, contou que a neta ligou para que ela a buscasse no colégio. Emocionada, Cleonice fez um breve comentário: “Não entendo como isso aconteceu. Imagino a dor da mãe desse menino”.
O velório ocorre na capela do próprio Colégio Padre Eustáquio e o sepultamento será hoje, às 17h, no Cemitério Bosque da Esperança, no Bairro Jaqueline, na Região Norte de Belo Horizonte. As aulas na unidade foram suspensas hoje, assim como reuniões previstas para amanhã.
