(none) || (none)
UAI
Publicidade

Estado de Minas

Incra pede reintegração de posse de prédio ocupado por trabalhadores rurais em BH

Reunião marcada para às 14h foi cancelada, pois órgão condiciona negociação à liberação da sede da superintendência, no Bairro Cruzeiro. Manifestantes pretendem seguir fechando a Avenida Afonso Pena em intervalos de 1h


postado em 10/09/2013 15:52 / atualizado em 10/09/2013 16:11

O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra-MG) entrou com um pedido de reintegração de posse na justiça federal em função dos trabalhadores rurais que ocupam o prédio da superintendência, no Bairro Cruzeiro, na Região Centro-Sul de BH, desde a manhã desta terça-feira. Ainda não houve negociação com os manifestantes. Eles pretentem continuar fechando a Avenida Afonso Pena em intervalos de 1h.

Uma reunião com o superintendente Danilo Araújo, que estava marcada para às 14h de hoje, não aconteceu, pois o Incra condiciona a negociação com os trabalhadores à desocupação do prédio. A comissão de ocupação, por outro lado, exige a presença do Supertintente Nacional do Incra e do Ouvidor Agrário Nacional para que as reivindicações sejam tratadas.

Os Integrantes da Liga dos Camponeses Pobres (LCP) do Norte de Minas repudiam ordens de despejo emitidas contra famílias que moram em terras no norte do estado há mais de 10 anos e a falta de infraestrutura nas comunidades, que enfrentam falta d'água e energia elétrica.“Tem gente que viajou mais de 14 horas para ser ouvido pelo Incra, por isso a ocupação continua até que isso seja possível. E há pessoas que moram há 15 anos na mesma terra e estão sendo ameaçadas agora pela reintegração, é um absurdo essa situação”, afirma Mácio Mário Lúcio de Paula, integrante da LCP.

Na tarde de ontem, quando o prédio foi ocupado pela primeira vez, aproximadamente 100 servidores do órgão foram impedidos de entrar e sair do imóvel por cerca de duas horas e só foram liberados com a chegada da Polícia Militar (PM). De acordo com o Incra-MG, alguns funcionários chegaram a ser agredidos verbalmente e um até fisicamente.


receba nossa newsletter

Comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Cadastro realizado com sucesso!

*Para comentar, faça seu login ou assine

Publicidade

(none) || (none)