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Estado de Minas

Polícia recomeça busca por Maníaco do Anchieta na segunda

Delegada pede que população denuncie o paradeiro do "maníaco do Anchieta". Advogado prepara recurso


postado em 04/08/2013 00:12 / atualizado em 04/08/2013 07:35

A polícia reinicia nesta segunda-feira as buscas pelo ex-bancário Pedro Meyer Ferreira Guimarães, de 56 anos, conhecido como “maníaco do Anchieta”. Quinta-feira, ele teve a prisão preventiva decretada ao ser condenado a 13 anos e quatro meses de prisão, em regime fechado, por um dos 16 estupros atribuídos a ele na década de 1990. A chefe da Delegacia de Mulheres, delegada Margaret Rocha, disse que o ex-bancário representa um risco à sociedade e pode atacar outras mulheres. Por isso, ela quer a prisão o mais rápido possível e pede informações do paradeiro dele pelo Disque-denúncia, telefone 181.


O advogado do ex-bancário, Lucas Laire, garante que seu cliente está em Belo Horizonte e adiantou que entrará com recurso no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) assim que a pena for publicada amanhã. “Se o tribunal negar a liminar, o meu cliente vai se entregar. Vou deixar a delegada procurar por ele mais um pouquinho”, disse o defensor. Uma equipe da Delegacia Especializada de Atendimento da Mulher, do Idoso e do Portador de Deficiência esteve sexta-feira no apartamento de Pedro Meyer, no Bairro Anchieta, Região Centro-Sul de BH, mas ele não estava, segundo os parentes. Ele também não foi encontrado em outros dois endereços.

A sentença é relacionada ao ataque de uma fisioterapeuta que hoje tem 27 anos. Ela tinha 11 quando foi violentada, em 1997, na garagem do prédio onde morava, no Bairro Cidade Nova, Região Nordeste da capital. No ano passado, a vítima reconheceu o acusado na rua, o seguiu até a casa dele, no Anchieta, e chamou a polícia. A vítima de estupro também disse estar preocupada, pois sempre teve medo de )que o acusado fosse atrás dela por vingança, ainda mais agora, segundo ela, que ele está condenado e não tem nada a perder.

Meyer esteve preso até o dia 10 de abril deste ano, depois de passar pouco mais de um ano na prisão. Ele foi liberado pela Justiça por falta de um laudo de sanidade mental que não ficou pronto no prazo determinado. O ex-bancário responde a outro processo por estupro na 9ª Vara Criminal do Fórum Lafayette da capital. A vítima desse caso havia apontando o porteiro Paulo Antônio da Silva, de 66, como sendo o homem que a atacou, diante das semelhanças físicas dele com o autor do crime. Mas, com a prisão de Pedro Meyer, ela voltou atrás e inocentou o porteiro, que foi preso e condenado injustamente a 16 anos de prisão pelo estupro que não cometeu. O porteiro passou cinco anos e sete meses atrás das grades e depois ainda cumpriu prisão domiciliar.


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