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Estado de Minas

Trotes são comuns nos câmpus de Minas Gerais


postado em 02/06/2013 07:00 / atualizado em 02/06/2013 07:11

O trote é uma prática comum para receber os alunos novatos na Universidade Federal de Viçosa (UFV), na Zona da Mata. Mesmo proibido pela instituição, a prática acontece do lado de fora do câmpus. "São brincadeiras bem tranquilas, nada muito pesado. Um momento para conhecer as pessoas, compartilhar as expectativas, se divertir e também comemorar a tão sonhada vaga na federal", conta uma caloura do curso de arquitetura e urbanismo, que não é contra as brincadeiras. Nos sete cursos do câmpus de Viçosa consultados pela reportagem houve trotes. Em todos eles, os alunos contaram que as brincadeiras feitas pelos veteranos foram saudáveis. "Nada passou do limite", afirmou uma estudante de direito.

Mesmo assim, a pró-reitora de Assuntos Comunitários da UFV, Sylvia do Carmo Castro Franceschini, afirma que a instituição mantém parceria com a Polícia Militar e diante de denúncias de trote em via pública os militares são chamados. “A abordagem da PM tem o objetivo de dispersar o movimento e evitar agressões”. Segundo ela, a universidade promove todos os anos atividades de recepção e integração de calouros e veteranos.

Na Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), entre os 24 cursos oferecidos pela instituição, pelo menos em 14 houve trote neste ano. Em Uberaba, as ações se dividem em dois dias: na efetivação da matrícula e no primeiro dia de aula. Segundo Larissa Gomes, estudante de nutrição, calouros e veteranos de quase todos os cursos se reúnem em um mesmo lugar no dia da matrícula. “Primeiro acontece uma apresentação do reitor, e depois começa o trote. Os rapazes têm a cabeça raspada e as moças ficam sujas de violeta, além de farinha e tinta”, explica ela.

A pró-reitora de Assuntos Comunitários da UFTM, Rosimar Querino, reconhece que em muitos casos o trote ocorre porque os alunos aceitam. Mas destaca as circunstâncias que existem atrás desses atos. “Há toda uma pressão dos colegas que tratam o trote é como uma prova para integração dos calouros”, diz. Na universidade, a proibição é recente. Foi em 13 de maio que a reitoria publicou a resolução que veta o trote, sob pena de punição pelo descumprimento. A universidade, segundo Rosimar, mantém um sistema de vigilância para coibir as práticas e tem caixas de descarte nas portarias para barrar a entrada dos “apetrechos”, como placas, boinas ou qualquer objeto que o calouro tenha que usar.

JEQUITINHONHA Na Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), a resolução que proíbe o trote já foi responsável pela punição de seis alunos que desacataram a norma. O pró-reitor de Assuntos Comunitários da instituição, Herton Pires, explica que mesmo com o consentimento dos calouros as manifestações não são aceitas pela universidade. Ele conta que as atividades ainda feitas nas ruas são banidas porque podem se transformar em um problema de grande repercussão e envolver negativamente a universidade. Além disso, segundo ele, o trote atenta contra a dignidade dos alunos. (Colaborou Guilherme Paranaiba)


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