
“Tivemos várias denúncias nesta sexta-feira, mas nenhuma foi confirmada. Em uma delas, algumas pessoas disseram ter visto Kamila seguindo para São João del Rey, mas também não houve comprovação”, explica o delegado. A garota foi vista a última vez às 13h de terça-feira quando avisou para a mãe que iria chamar um colega, que mora próximo a sua residência para brincar. A garota foi até o imóvel do menino e chamou no portão por ele. Um morador da casa a atendeu e disse que o amigo não estava.
A investigação segue com a linha de sequestro. “Temos a convicção que o sequestro está caracterizado. Agora, para qual a finalidade que ele foi feito, como para exploração do trabalho escravo, exploração sexual, represália da família, isso ainda estamos investigando”, diz Emílio de Oliveira. Nessa quinta-feira, uma mulher de 25 anos foi presa por causa do crime. “Tudo indica que ela faça parte de uma quadrilha que atua na cidade. Ela continua como suspeita”, explicou.
A suspeita, que não teve o nome divulgado para não atrapalhar nas investigações, já tem várias passagens pela polícia por uso de drogas, dano ao patrimônio e por furto. Segundo o delegado, a mulher já teve cinco filhos que foram entregues a outras pessoas por ela, o que aumenta a hipótese de tráfico de crianças.
