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Estado de Minas

Obra viária no Belvedere vai depender de redução de 60 ha de reserva ambiental

As obras da Alça Viária do Vetor Sul de Belo Horizonte, no bairro Belvedere, foram paralisadas nesta quinta-feira por desrespeito as normas previstas no licenciamento ambiental


postado em 19/04/2012 19:02 / atualizado em 19/04/2012 19:49

Clique no mapa para ampliar(foto: Semad/Divulgação)
Clique no mapa para ampliar (foto: Semad/Divulgação)
A liberação das obras da Alça Viária do Vetor Sul de Belo Horizonte - paralisadas nesta quinta-feira por desrespeito às normas previstas no licenciamento ambiental -, só acontecerá após aprovação, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), de projeto de lei que diminui em mais de 66 hectares a área de conservação de proteção integral da Estação Ecológica Estadual Cercadinho.

Segundo a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais (Semad), o mesmo procedimento já havia sido feito para a construção de uma alça que liga a BR-356 à MG-030.

A construção da alça é a alternativa mais viável para desafogar o trânsito no Bairro Belvedere. Ela vai fazer a ligação entre a MG-030, em Nova Lima, na Grande BH, e a BR-356, no sentido da capital mineira. O motorista que sai dessas regiões em direção a BH passará pelo pontilhão abaixo da estrada de ferro, fará a curva para pegar a descida e, em vez de seguir pelo Bairro Belvedere, passará pela trincheira que ligará a MG diretamente à BR.

Com um aporte de R$ 7 milhões, a obra compreende serviços de alargamento com três pistas de rolamento, pavimentação e execução de obras de arte especiais – trincheira e um viaduto, no sentido Nova Lima/BH. As intervenções começaram em abril deste ano.

Na última segunda-feira, técnicos da Semad e a Polícia Militar de Meio Ambiente estiveram no local e identificaram intervenções na Estação Ecológica Estadual Cercadinho, que constitui uma unidade de conservação de proteção integral. “As intervenções não atingiram a vegetação, apenas uma área arenosa. Não tem impacto na fauna e nem na flora, mas pelo fato de estar dentro da unidade da vegetação, as obras foram suspensas”, afirma o secretario Adriano Magalhães, do Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável.

Também ficou constatado que as obras tiveram início sem o licenciamento ambiental, que foi pedido pelo Departamento Nacional de Infraestrutura em Transporte (Dnit) em 22 de março. O documento está em fase de análise do Núcleo de Regularização Ambiental da Semad. Devido às irregularidades, foi aplicada uma multa ao Dnit e à construtora responsável pelas obras. “A multa foi de R$ 1.156 para cada um. "Sei que é baixa, mas o importante é a paralisação imediata das obras”, diz o secretario.

Veja detalhes do projeto
(foto: Arte/Soraia Piva)
(foto: Arte/Soraia Piva)


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