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Estado de Minas

Vias interditadas dificultam retorno às aulas no Bairro Buritis

Interdição das duas principais vias da parte alta do bairro complica a vida de estudantes e moradores. No horário de pico, trajeto pode demandar 40 minutos a mais dos motoristas


postado em 02/02/2012 06:00 / atualizado em 02/02/2012 07:18

Uma das vias de fluxo mais intenso de veículos é a Rua José Rodrigues Pereira(foto: Paulo Filgueiras/EM/D.A Press)
Uma das vias de fluxo mais intenso de veículos é a Rua José Rodrigues Pereira (foto: Paulo Filgueiras/EM/D.A Press)

Acessos interditados ao trânsito de veículos e pedestres, fim de férias, volta às aulas em colégios e tráfego pesado do fim de férias. Estão postos os ingredientes para o caos no Bairro Buritis, na Região Oeste de Belo Horizonte, depois do fechamento da Rua Laura Soares Carneiro e de parte da Avenida Protásio de Oliveira Penna, devido ao desabamento e demolição de dois edifícios, no início do mês passado, e do risco de queda de um terceiro prédio. As duas vias são as principais rotas para quem vive acima do Parque Aggeo Pio Sobrinho chegar mais rápido a uma das maiores escolas do bairro e à Avenida Mário Werneck.

A situação deve se agravar a partir de segunda-feira, quando o movimento de carros será ainda mais intenso com a volta às aulas das universidades. A maior parte do fluxo de veículos da área alta do bairro, nas proximidades da Rua Alessandra Salum Cadar, agora desemboca na José Ferrara e Engenheiro Aloísio Rocha, para só depois alcançar a Mário Werneck. Nos horários de pico, chegar ou sair dessa parte do bairro pode demandar até 40 minutos a mais dentro do carro, segundo relato de moradores.

Se o destino é o Colégio Magnum, localizado na Rua José Hemétrio de Andrade, a volta é ainda maior. Antes bastava cortar caminho pela Laura Soares Carneiro para chegar ao endereço. Atualmente, é preciso fazer todo o desvio para alcançar a rua da instituição de ensino via Mário Werneck. Para quem está a pé, o transtorno é ainda maior. Muitos estudantes que andavam apenas alguns quarteirões agora deverão fazer todo esse percurso.

Nessa quarta-feira, início das aulas, a secretária Déborah de Mello Penholati, de 52 anos, sentiu a diferença ao levar o filho Henrique, de 11. “Moro perto da escola e antes subia apenas um quarteirão vindo pela Laura Soares Carneiro. Agora, tenho que ir até a Mário Werneck e subir outras quatro quadras. Para vir, gasto 20 minutos, e para voltar, já em horário de pico, gasto mais de 35. E para ele vir a pé, com mochila pesada, não dá”, afirmou.

A dona de casa Ivani Gôgora do Prado Silva, de 49, também foi obrigada a mudar o trajeto. “São mais de 10 minutos extras. E olha que hoje (ontem) ainda não tem trânsito intenso. Segunda-feira é que será o caos”, disse. Para os escolares também será preciso rever os horários de cada aluno para não chegar atrasado. O motorista Mariano Henrique, de 32, contou que o desvio era sua grande preocupação: “O problema já começou. O atraso é de uns 20 minutos, tempo que fico parado só na José Hemétrio Andrade”.

Também motorista do transporte escolar, Edson Pereira, de 54, ficou de olho no relógio e se apressou. “Tenho alunos do outro lado do bairro e, por isso, preciso dar uma volta enorme na vinda e na volta. Além disso, tem o fluxo intenso da Mário Werneck, que deve ficar ainda mais intenso”, reclamou.
 


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