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Estado de Minas

O caos na volta à rotina no trânsito de Belo Horizonte

No retorno ao trabalho e ao estudo após as férias, motoristas e estudantes enfrentam transtornos redobrados na capital, como pistas emburacadas e mais veículos nas ruas


postado em 01/02/2012 06:00 / atualizado em 01/02/2012 06:42

Prefeitura não tem previsão para reparar série de buracos nas pistas da Avenida Professor Mário Werneck, no Bairro Buritis(foto: Paulo Filgueiras/EM/D.A Press)
Prefeitura não tem previsão para reparar série de buracos nas pistas da Avenida Professor Mário Werneck, no Bairro Buritis (foto: Paulo Filgueiras/EM/D.A Press)

Quem estava de férias e volta às aulas a partir de hoje encara um novo ano com velhos problemas em Belo Horizonte: buracos nas ruas, queda de árvores e acidentes comprometem o trânsito e podem provocar atrasos para quem vai de carro, van ou ônibus à escola. Quem não é estudante encontra situação ainda pior. Além das interrupções de sempre no trajeto do trabalho, o motorista passa a enfrentar agora um contingente ainda maior de automóveis. O número de veículos nas ruas deve aumentar 20% com o retorno do ano letivo. A frota de Belo Horizonte superou 1,4 milhão de unidades, segundo o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). São 4,34 veículos por 1 mil metros quadrados, bem próximo da concentração da capital de São Paulo, que é de 4,38.

“Optei por trabalhar perto de casa para evitar o caos do trânsito, mas levo minha filha à escola de carro. Está realmente muito pesado”, afirma a professora Rosane Lauar, de 50 anos. O que mais incomoda o instrutor de autoescola Filipe Wilson Rosa, de 23 anos, nem é o tráfego intenso, mas a falta de educação dos motoristas. “As pessoas pioram muito o trânsito: os pais ficam em fila dupla e não param de buzinar”, destacou. O motociclista Anderson Martins, de 34 anos, reclama que as autoridades deveriam ter resolvido alguns problemas, como tapar os buracos abertos pelas chuvas, antes da volta às aulas. “Agora, com o movimento maior, será pior”, disse.

Uma das regiões mais problemáticas é o Bairro Buritis, Região Oeste de Belo Horizonte. Além de vias fechadas no entorno do Edifício Vale dos Buritis, que desabou no início de janeiro, uma cratera complica o trânsito nos dois sentidos da Avenida Professor Mário Werneck, perto da Raja Gabaglia. O buraco no asfalto coloca em risco moradores e pedestres, mas a Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap) não tem previsão de quando fará a correção. A obra está em estudo, mas não há prazo para a intervenção, informou por meio da assessoria de imprensa. De acordo com a BHTrans, o local está sinalizado, mas motoristas devem ficar atentos por causa de retenções.

Anel rodoviário

Acidentes deixaram Anel Rodoviário congestionado em dois pontos(foto: Renato Weil/EM/D.A Press)
Acidentes deixaram Anel Rodoviário congestionado em dois pontos (foto: Renato Weil/EM/D.A Press)

O desafio também é grande para quem precisa passar por algum ponto dos 26,5 quilômetros do Anel Rodoviário, corredor  viário com alto índice de acidentes e interrupções no tráfego. Ontem, duas pessoas ficaram feridas em uma batida no início da manhã no Bairro Olhos D'água, na Região do Barreiro, envolvendo um caminhão, uma motocicleta e um Gol, segundo a Polícia Militar Rodoviária. Na outra ponta do anel, uma carreta carregada com botijões de gás tombou já perto da BR-381, no Bairro Jardim Vitória, Região Nordeste. O acidente fechou uma pista no sentido Belo Horizonte/Vitória, mas ninguém ficou ferido.

Uma ameaça constante é a queda de árvores. Uma de grande porte caiu na madrugada de ontem entre as ruas Bárbara Heliodoro e Marília de Dirceu, em Lourdes, na Região Centro-Sul. De acordo com a BHTrans, o tronco ocupou três faixas da via, mas por volta das 8h ela foi liberada. Também o Corpo de Bombeiros recebeu ontem uma chamada sobre risco iminente da queda de uma árvore de grande porte, já apoiada da rede elétrica, na Avenida dos Andradas, na área hospitalar. A prefeitura fez o corte antes da queda.

Jovens motoristas

Pesquisa da BHTrans com 5.898 alunos no ensino médio constatou que 71% dos estudantes desejam usar carro ou motocicleta como meio de deslocamento depois da conclusão do segundo grau. Dessa maneira, 93% pretendem tirar a carteira nacional de habilitação (CNH) nos próximos três anos. Diante do resultado, a empresa inicia hoje a campanha “O jovem e a mobilidade”. O objetivo é conscientizar motoristas e pedestres a adotar atitudes seguras no trânsito. As ações educativas ocorrerão em 15 escolas, além de operações em outras 50 instituições de ensino. Na “Operação Volta às Aulas”, agentes da unidade integrada de trânsito (UIT) irão controlar o tráfego na porta das escolas e orientar sobre a maneira adequada de se comportar no trânsito.


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