
Com o adiamento das obras do Anel Rodoviário, previstas para começar apenas em junho de 2013, prevalece o risco de novas tragédias nos 26,5 quilômetros da rodovia. Com isso, a Polícia Militar Rodoviária (PMRv) reforça o pedido de cautela a pedestres e motoristas que trafegam pela via, onde, de janeiro a outubro deste ano, 30 pessoas perderam a vida e 831 ficaram feridas em 2.512 acidentes. O número de desastres é maior do que o registrado no mesmo período do ano passado: 2.487 acidentes, com 33 mortes e 1.025 feridos. Nos 12 meses de 2010, foram 3.055 acidentes, 39 mortes e 1.271 feridos.
O comandante chama a atenção para outros locais perigosos. Cita o km 8 (no trevo com a Avenida Amazonas), km 11 (trevo de saída para a BR-040 sentido Brasília), km 19 (entroncamento com Avenida Antônio Carlos), e o km 14 (entroncamento com a Pedro II, no Bairro Caiçara, onde há uma subida para o Aeroporto Carlos Prates). “O km 14 é o pior de todos, pois há um aclive onde acumula um número maior de carros. Há um estreitamento de pista na Praça São Vicente, no Padre Eustáquio, e a retenção chega ao anel, provocando acidentes”, disse.
Atualmente, segundo o tenente, são 17 radares móveis e um fixo no anel, um deles mantido o tempo todo no Betânia. “O policiamento é constante. Mantemos cinco equipes durante o dia e duas ou três no período noturno. O problema maior do anel é durante o dia, quando o fluxo de veículos é maior. Além das equipes, temos o policiamento de rotina, como coordenador de turno, que sempre está por lá, e comandante de unidade, todos os dias”, disse o tenente.
Para o tenente, o adiamento das obras é uma preocupação a mais para a Polícia Militar Rodoviária. “Estamos pedindo aos usuários que redobrem o cuidado, pois vamos ter que conviver com esses atrasos. Há excesso de veículos no anel e há vários locais com estreitamento de pista”, disse o tenente, citando o km 7, com Avenida Amazonas, no Bairro Madre Gertudres, e na altura do viaduto do Bairro São Francisco, onde diariamente há acidentes e retenção de veículo.
Rotina de tragédias
O ano de 2011 começou trágico no Anel Rodoviário, principalmente no trecho entre os kms 5 e 7, no Bairro Betânia. No começo da noite de 28 de janeiro, uma carreta desgovernada provocou uma sequência de batidas que matou cinco pessoas e deixou 12 feridas. O motorista da carreta bitrem Volvo, de Mundo Novo (MS), perdeu o controle do veículo carregado com 37 toneladas de trigo, quando trafegava pela pista do meio, no sentido Olhos D’água/Cidade Industrial. Depois de passar sob o Viaduto da Via do Minério, saiu de uma lombada e se deparou com vários carros à frente em baixa velocidade e não conseguiu evitar a tragédia. Em dezembro de 2009, uma carreta causou engavetamento com 14 veículos também no Bairro Betânia. O acidente, que não teve mortes, foi exatamente 100 dias depois uma tragédia que tirou a vida de seis pessoas no local. Nesses 100 dias, oito pessoas haviam perdido a vida em acidentes na rodovia.
