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Estado de Minas

Colegas de estudante morta no Bairro Cachoeirinha protestam para pedir justiça

Nesta quarta-feira, corpo de Ludmila Fernanda Almeida Marques, de 18 anos, foi enterrado em BH


postado em 23/11/2011 14:08 / atualizado em 23/11/2011 15:35

Mesmo embaixo de chuva, amigos e familiares se reuniram para se despedirem da jovem(foto: Jair Amaral/EM/D.A.Press)
Mesmo embaixo de chuva, amigos e familiares se reuniram para se despedirem da jovem (foto: Jair Amaral/EM/D.A.Press)
 

Cerca de 100 alunos da Escola Estadual Deputado Ilacir Pereira Lima, no Bairro Cachoeirinha, na Região Nordeste de Belo Horizonte, fazem um protesto na tarde desta quarta-feira pela morte da estudante Ludmila Fernanda Almeida Marques, de 18 anos, assassinada nessa terça-feira. Com balões, faixas e cartazes e uma grande cruz branca, os estudantes estão na Avenida Bernardo Vasconcelos entoando gritos e clamando por justiça. “Nós queremos paz, queremos segurança, queremos estudar”, afirma a estudante Natani Evangelista do Santos, de 17 anos, que está à frente da manifestação.

De acordo com a Polícia Militar, os alunos ocupam a pista somente quando o semáforo fecha. Uma viatura acompanha o grupo, que faz uma manifestação pacífica.

Nesta manhã, o corpo da jovem foi enterrado no Cemitério da Paz, no Bairro Caiçara, na Região Noroeste de Belo Horizonte. Aproximadamente 200 pessoas, entre familiares e amigos, acompanharam o sepultamento, que aconteceu em clima de revolta. Um tio da jovem pediu que desta vez a justiça faça o papel dela, já que o suspeito do crime é investigado por outros três estupros e estava solto.

Amigos da escola e da igreja que a jovem frequentava fizeram uma homenagem com músicas e flores.

O crime

O corpo da jovem foi encontrado em uma casa abandonada que fica ao lado de um posto de gasolina, onde o suspeito do crime, Anderson Cleiton Elariedy, trabalhava. O corpo de Ludmila tinha marcas de arame e 20 perfurações no abdômen e no tórax. Uma chave de fenda foi encontrada no local, que pertence ao dono do posto de gasolina. Há também indícios de estupro, mas apenas exames confirmarão a hipótese.

Imagens das câmeras de segurança de um comércio próximo ao posto, flagraram a ação do suspeito. Ele aparece entrando no posto ao lado da menina. Depois disso, o homem anda na rua de maneira suspeita e desnorteado. Na casa dele, foi encontrado o celular da vítima e diversos preservativos.

A Polícia Civil informou nesta quarta-feira que Anderson voltou a negar a autoria do crime. Ele afirmou que não sabe dizer como apareceu nas imagens das câmeras. Ao ser questionado sobre o fato de testemunhas terem apontado o envolvimento dele no crime, o suspeito se limitou a dizer que só vai falar na presença de um juiz.

Anderson foi indiciado por homicídio qualificado – por impossibilidade de reação da vítima e por motivo torpe. A polícia já fez o pedido de prisão preventiva para o suspeito. Em dez dias o inquérito deve ser concluído. O suspeito ainda é investigado por outros três estupros.


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