Nem mesmo o acidente com o micro-ônibus que feriu 20 pessoas, no Parque das Mangabeiras, fez a Prefeitura de Belo Horizonte acelerar a licitação em busca de solução para o transporte interno de uma das maiores áreas de lazer da capital. A Fundação de Parques Municipais ainda trata apenas como um desejo a possibilidade de terceirizar a frota de micro-ônibus, apesar de o responsável pelo gerenciamento do Mangabeiras reconhecer a dificuldade de fazer a manutenção dos veículos. Sem solução à vista e com os micro-ônibus parados, os visitantes terão de se virar, por tempo indeterminado, para se deslocar na difícil topografia dos 2,8 milhões de metros quadrados do parque.

De acordo com o responsável pelo parque, quando há problemas a direção recorre ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ou ao Corpo de Bombeiros, como ocorreu na quarta-feira. Antes desse, o último acidente envolvendo veículos do transporte interno foi registrado em fevereiro. “Estava chovendo, o ônibus derrapou e acabou batendo numa pessoa”, conta André, que atribui o acidente anterior ao mau tempo. Segundo ele, os dois micro-ônibus da frota estão parados desde quarta-feira e continuarão na garagem até a apuração do último acidente.

Há mais de duas décadas como monitor de esportes do parque, Ubirajara Oliveira, de 44, funcionário que ajudou no resgate das vítimas, lembra das cenas: “Em 25 anos, nunca tinha visto isso no parque. Ouvi um barulho estrondoso e quando corri o ônibus estava tombado. Na hora, fiquei com medo de alguém estar debaixo do veículo”.
