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Estado de Minas

Dnit não sabe explicar por que invadiu terreno de empresário na BR-381


postado em 05/05/2011 17:50 / atualizado em 05/05/2011 18:09

Ademir Serra afirma que sua propriedade foi tomada por homens e máquinas, que teriam derrubado cerca para instalação de estruturas(foto: Paulo Filgueiras/EM/D.A.Press)
Ademir Serra afirma que sua propriedade foi tomada por homens e máquinas, que teriam derrubado cerca para instalação de estruturas (foto: Paulo Filgueiras/EM/D.A.Press)
 

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) não sabe explicar porque invadiu uma área particular nos arredores da ponte interditada no Rio das Velhas, no km 454 da BR-381, em Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Questionada sobre as razões para a ocupação do terreno, que está sendo usado como base para as operações emergenciais na região, a assessoria de imprensa do órgão disse que não poderia responder à pergunta e que desconhecia as razões para a invasão do imóvel.

Depois da denúncia da invasão, feita pelo dono do terreno, o empresário Ademir Guimarães Serra, de 46 anos, a única providência do Dnit foi marcar uma conversa informal com ele. O encontro ocorreu nesta quinta-feira de manhã, nas proximidades da ponte. O representante do Dnit, o engenheiro Alexandre Oliveira, pediu a Ademir que formalizasse suas queixas e as encaminhasse, por e-mail, à direção da estatal.

A orientação não agradou Ademir, que esperava que o Dnit se responsabilizasse por tudo o que está sendo feito em seu terreno. "Eles não assumiram nada. Apenas me pediram para enviar minhas reivindicações", disse o dono do terreno, que não esconde sua preocupação com os prejuízos que poderá ter com os atos do Dnit.

O maior temor do empresário é o impacto ambiental das obras para construção das pontes provisórias de metal, que serão instaladas pelo Exército, e da passarela metálica que está sendo montada pelo Dnit e que ficará pronta até domingo. Segundo Ademir, as empreiteiras contratadas para executar as obras estão desmatando uma área de preservação permanente e despejando entulho de forma ilegal.


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