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Estado de Minas DIVERSIFICAçãO

Mineira Zak completa 50 anos e abre primeira loja em São Paulo

Marca de moda masculina se mantém disposta a estar sempre à frente do tempo, antecipando os desejos dos homens


postado em 15/12/2019 04:00 / atualizado em 13/12/2019 16:01

(foto: Weber Pádua/Divulgação)
(foto: Weber Pádua/Divulgação)

No passado, a mudança do Centro para a Savassi foi decisiva para o crescimento da marca. Cinquenta anos depois, a mineira Zak, de moda masculina, mira um novo mercado, um pouco mais distante: São Paulo. Com 10 lojas em Belo Horizonte e região, a marca já não tinha mais para onde crescer e agora quer se firmar em um território diferente. “Nada melhor que testar o nosso produto num mercado muito maduro e competitivo”, aponta o diretor criativo, Bruno Gomide.
 
Bruno sentia que a Zak já estava madura o suficiente para encarar os paulistas. Para ele, o estilo contemporâneo da marca, que se antecipa aos desejos dos clientes, combina bem com o clima cosmopolita da cidade. “Tentamos sempre adivinhar o que o homem vai querer daqui a um ano, o que nem ele sabe ainda”, destaca. A inovação está em tecidos, modelagens e serviços.
 
(foto: Weber Pádua/Divulgação)
(foto: Weber Pádua/Divulgação)
 
A nova loja, nos Jardins, apresenta uma nova aposta da marca: o espaço Zak Private, exclusivo para roupas sob medida. São mais de 300 opções de tecidos, entre italianos e ingleses, como lã, algodão, linho e seda. O cliente também pode escolher forro, botão, bolso, tamanho da lapela e ainda inserir suas iniciais. Se der certo, o serviço será replicado em BH.
 
Mas o foco se mantém na linha casual, que, há um bom tempo, vem impulsionando as vendas. “O homem mudou o seu jeito de vestir, tem focado em blazer com jeans ou calça de sarja. Terno e costume ficam para as ocasiões especiais”, observa.
(foto: Weber Pádua/Divulgação)
(foto: Weber Pádua/Divulgação)
 
 
O público de São Paulo vai descobrir que a Zak sempre busca elementos que fazem da sua história para criar as suas coleções. No alto-verão, elegeu-se a Avenida do Contorno. “Toda a nossa história, nestes 50 anos, se deu nos limites da Contorno, foi onde tudo começou. Quisemos explorar a arquitetura supercontemporânea que tem dentro da avenida, conectando o antigo com o novo”, justifica Bruno. Camisetas estampam, por exemplo, a primeira planta de BH.
 
A marca anda investindo muito em malha. Tanto que o tecido extrapola camisetas e camisas polo para chegar a calças, blazers e coletes de alfaiataria, resultando em looks modernos e confortáveis. Para a camisaria, a escolha da vez é a viscose, que garante mais frescor. “Desenvolvemos um fio de tricô, feito de poliamida com viscose, que é mais gelado e traz mais conforto no verão”, acrescenta Bruno, apontando para uma linha de tricôs de manga curta.
 
(foto: Weber Pádua/Divulgação)
(foto: Weber Pádua/Divulgação)
 
O diretor criativo fala também sobre as calças com uma tecnologia brasileira que preza pelo conforto. Com elástico embutido no cós, elas se adaptam às mudanças do corpo ao longo do dia. “O homem de hoje busca cada vez mais conforto e praticidade, escolhendo produtos que possam ser usados de dia e de noite, além de elegância, é lógico, mas despretensiosa”, pontua.
 
Sobre modelagem, Bruno conta que tem diminuído a espessura das ombreiras de blazers e paletós, com o objetivo de deixar os ombros mais naturais, acompanhando mais a forma do corpo. Um dos destaques desta coleção é um blazer totalmente sem forro, que veste quase como uma camisa. Leve e confortável, sem deixar de ser elegante.
 
No verão, a marca consegue ir além das cores básicas e mostra mais ousadia ao investir em tons como lilás, rosa e amarelo. Bruno praticamente cresceu junto com a Zak. A primeira loja já funcionava na Rua Guajajaras quando seu pai, representante comercial, entrou como sócio da marca. O convite surgiu depois que ele sugeriu aos dois fundadores que se mudassem para a esquina da Rua Inconfidentes com a Rua Pernambuco. Na época, início do anos 1970, a Savassi despontava como uma região promissora para o comércio.
 
(foto: Weber Pádua/Divulgação)
(foto: Weber Pádua/Divulgação)
 
Desde cedo envolvido com moda masculina, Bruno começou a trabalhar nas lojas da Zak com 15 anos e não parou mais. Aos 17, se mudou para Londres, onde trabalhou como vendedor na Armani e depois passou a ser responsável pela seleção de matéria-prima para importar.

“Meu pai na época teve a ideia de importar tecidos e marcas internacionais exclusivas para a Zak. Como eu estava lá, ele me pediu para fazer o trabalho de curadoria como comprador. Ainda era muito novo, com pouca experiência, mas já tinha um olhar para produto.” Entre as escolhas, linho irlandês, considerado o melhor do mundo, cashmere escocês e botões de madrepérola.

SUPERVISOR Depois de cinco anos, já formado em negócios e marketing, Bruno voltou a BH para assumir o posto de supervisor de vendas da Zak. Nessa época, a marca começava a investir mais em coleções próprias. “Depois fui buscar experiência em outras empresas, para ter outras visões de negócio, e fiquei mais sete anos fora.” Bruno trabalhou na Ellus como gerente de importação, passou pela Divisão de Tecidos de Lã Fria da Paramount Têxteis e se envolveu com o setor de calçados na Vulcabras Azaleia.
 
Em 2009, o herdeiro voltou definitivamente para a Zak. O tempo que dedicou a outros negócios o ajudou a assumir o comando da empresa aos 34 anos. “Tinha ganho mais maturidade, não só pela idade, mas pela experiência comercial, em gestão, compras, negociação. Isso foi essencial para a marca superar tantos desafios”, analisa.
 
O mercado também havia mudado desde a sua saída. “O homem estava mais aberto para uma moda diferente, menos conservadora, o que nos possibilitou oferecer o que queríamos e nos ajudou a crescer”, comenta. Hoje, 95% dos produtos são próprios, com a exceção de jeans e sapatos. A produção se divide entre vários estados brasileiros, além de Peru (tudo de malha) e Itália (gravatas).


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