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Estado de Minas

Bruno trabalha na limpeza e recebe salário na Nelson Hungria

A Seds informou que, conforme a Justiça, a cada três dias trabalhados, o detento tem um dia retirado da pena. No caso do goleiro, o benefício vale para a condenação no Rio de Janeiro.


postado em 28/11/2011 15:44 / atualizado em 28/11/2011 17:54

O goleiro Bruno Fernandes, acusado de participação no desaparecimento e morte da ex-amante Eliza Samudio, está trabalhando na limpeza do pavilhão onde está preso há 1 ano e 4 meses na Penitenciária Nelson Hungira, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

De acordo com a Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds), segundo o cadastro de trabalho do Sistema de Informações Penitenciárias (Infopen), Bruno está nesta atividade desde julho deste ano e recebe mensalmente três quartos do salário mínimo, R$ 408, conforme determina a Lei de Execuções Penais (LEP). Segundo a Seds, o goleiro foi selecionado pela Comissão Técnica de Classificação (CTC) da Nelson Hungria, uma equipe multiprofissional de avaliação, composta por médicos, psicólogos, enfermeiros, pedagogos, dentistas, gerentes de produção e diretores. Antes da avaliação para trabalho, o detento precisa manifestar desejo em cumprir a função na penitenciária.

Atualmente, em Minas Gerais, 11.300 presos trabalham enquanto cumprem pena. A secretaria informou ainda que, conforme a Justiça, a cada três dias trabalhados, o detento tem um dia retirado da pena. Conforme a Seds, no caso do goleiro, a medida valeria para a condenação pelo processo no Rio de Janeiro, e não para Minas, já que ainda não houve julgamento. Segundo a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), a contagem dos dias trabalhados ainda não foi feita porque a decisão pela prisão do goleiro foi em 1ª instância, e ainda há um recurso que não foi julgado.

Em fevereiro deste ano, Bruno conseguiu autorização para treinar futebol na Nelson Hungria, fazendo atividades desportivas, dinâmicas com bola com outros reclusos e práticas físicas.

Relembre o caso

De acordo com o inquérito, Eliza e a criança, suposto filho do goleiro, foram sequestrados por Luiz Henrique Romão e Sérgio Rosa Sales, primo de Bruno, no Rio de Janeiro, e trazidos para o sítio do atleta, em Esmeraldas, na Grande BH, em 4 de junho. A vítima teria sido mantida em cárcere privado até o dia 10, quando teria sido morta em outro local. O ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, é apontado como o executor. A criança foi entregue à ex-mulher, Dayanne de Souza.

Bruno, Macarrão e Sérgio respondem por sequestro e cárcere privado (pena de 1 a 3 anos), homicídio qualificado ( 12 a 30 anos) e ocultação de cadáver (1 a 3 anos). Bola é acusado de homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Em liberdade, Fernanda Gomes de Castro responde por sequestro e cárcere privado de Eliza e do bebê. Dayanne, Wemerson Marques de Souza e o caseiro do sítio, Elenilson Vitor da Silva, são acusados de sequestro e cárcere privado do menor.

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