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Estado de Minas Gestação

Gravidez: o consumo de vinho de forma moderada não prejudica a gestação

Grávida pode tomar vinho? Beber vinho na gravidez, moderadamente, não afeta o bebê, diz estudo


01/10/2021 11:13

Foto mostra duas taças de vinho com uma lareira no fundo
Estudo aponta que o máximo que pode ser consumido, pela gestante, é de 175 ml de vinho (foto: Pixabay)

 
Indo contra grande parte do que os médicos sempre relataram, ao longo dos anos, um estudo feito e publicado na Revista Internacional de Obstetrícia e Ginecologia afirma que uma mulher grávida pode beber, no máximo, uma taça de vinho.

“O estudo se baseou em crianças de até sete anos de idade, sendo geradas a partir de mães que consumiram uma quantidade controlada de vinho durante a gestação.”

Na bateria de estudos e testes não foi percebido nenhum desvio de comportamento ou problema cognitivo/neurológico nas crianças. 

Por meio de atividades de matemática básica foi constatado que elas conseguiam resolver as questões facilmente, como qualquer criança da sua idade.

Entretanto, esse estudo aponta que o máximo que pode ser consumido, pela gestante, é de 175 ml de vinho. 

Mas, mais do que isso, é importante compreender que o álcool presente na bebida também pode ocasionar efeitos nocivos para a saúde do bebê.

Da mesma forma, mesmo com o estudo publicado, dezenas (para não dizermos milhares) de médicos, especialmente especialistas em ginecologia e obstetrícia, apontam com convicção que o consumo não deve acontecer em hipótese alguma.

Mas quem tem coragem de arriscar? 

Por isso, conversar com o médico, antes de qualquer mudança no cardápio, é tão importante. 

Imagem de mulher grávida, com as mãos na barriga. Fundo preto.
Porém, especialistas em ginecologia e obstetrícia, apontam com convicção que o consumo não deve acontecer em hipótese alguma (foto: Pixabay)

Quais os malefícios de beber vinho na gravidez?


Apesar de o estudo apresentar alguma possibilidade de que grávida pode beber vinho, o próprio  Ministério da Saúde  vai na contramão desse discurso. Segundo o ministério, a mulher deve se abster completamente de qualquer consumo de álcool, e que não existe nenhuma quantidade segura durante a gestação. 

Além disso, podemos ainda apontar potenciais malefícios causados pelo consumo:

  • nascimento prematuro;
  • aborto;
  • problemas de desenvolvimento;
  • distúrbios de neurodesenvolvimento;
  • desenvolvimento da Síndrome Alcoólica Fetal (SAF);
  • entre outras consequências nocivas para a saúde do bebê.
  • Riscos do consumo de álcool na gravidez
  • Como vimos, um estudo um tanto tímido apresentou a possibilidade de a mulher consumir vinho durante a gestação. 

Isso nos dá a entender que a bebida ainda deve ser evitada, especialmente em gravidezes de risco. 

Em paralelo a isso, podemos ainda apresentar outros fatores igualmente importantes que podem impactar a gestação quando a mulher consome vinho durante o período:

  • alterações craniofaciais no bebê;
  • danos ao desenvolvimento cognitivo da criança, que podem aparecer tardiamente;
  • aborto;
  • parto prematuro (que aumenta o risco de outras complicações para a mãe e o bebê);
  • deficiências físicas;
  • distúrbios de neurodesenvolvimento; 
  • desenvolvimento da Síndrome Alcoólica Fetal (SAF).

Por isso, se você sofre de abstinência do álcool ou tem se sentido extremamente prejudicada por ser gestante e não poder consumir álcool, saiba que uma  clínica para dependentes químicos  pode ser um excelente suporte para você.

Da mesma maneira, se você conhece alguma gestante que esteja passando por esse problema, ajude-a a encontrar um caminho mais promissor para atravessar a gestação sem pôr em risco a saúde dela e do bebê.

Lembre-se de que cada organismo é único e que os apontamentos acima foram dados com relação às crianças que nasceram de mães que consumiam a bebida, sem levar em conta as questões de saúde das gestantes. 

Atente-se a isso!
Sempre considere a opinião do seu médico.


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