UAI
Publicidade

Estado de Minas FEDERAL

UFMG: reitora Sandra Goulart Almeida é reconduzida ao cargo até 2026

Na avaliação da gestora, principal desafio da instituição é recuperar o tempo perdido pela pandemia da COVID-19


08/04/2022 18:41 - atualizado 08/04/2022 19:03

Sandra Regina Goulart Almeida, Reitora da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais).
'levaremos 20 anos para recuperar atrasos na área de educação', avalia Sandra Goulart Almeida, reitora da UFMG (foto: Leandro Couri/EM/D.A Press)
A reitora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Sandra Goulart Almeida foi reconduzida ao cargo até 2026, em cerimônia no câmpus Pampulha, em Belo Horizonte, nesta quinta-feira (7/4). Ela também deu posse a seu vice, o professor Alessandro Fernandes Moreira, da Escola de Engenharia. Oficialmente, ela já havia sido reconduzida, em ato administrativo publicado no Diário Oficial da União (DOU) no mês passado. É a primeira vez na história que um dirigente máximo da instituição é reeleito para um novo mandato.  

As questões impostas pela pandemia da COVID-19 e as soluções para enfrentar o contexto atual e o que virá depois se tornaram o centro do planejamento dos próximos quatro anos da universidade. “O grande desafio neste momento é recuperar o tempo perdido na pandemia”, afirma Sandra.

“Todos os estudos mostram que levaremos 20 anos para recuperar atrasos na área de educação. Se pensarmos que ela é abertura para todos os outros direitos, temos um problema seríssimo para o futuro do país. A universidade tem papel imprescindível, porque formamos as próximas gerações e aquelas que vão formar outras gerações, ou seja, os professores. Temos o compromisso de pensar o que aprendemos nessa pandemia”, acrescenta.  

Os aprendizados foram muitos. Ela ressalta, sobretudo, a impossibilidade de se voltar ao que era antes do contexto sanitário atual. “Não podemos esperar 20 anos para as mudanças na área de educação. Ela é nosso futuro e se materializa nessa noção de direito da educação que as pessoas devem ter. O futuro é educação, investimento em ciência, tecnologia e inovação. Para se ter um país mais desenvolvido e menos desigual, é necessário investir na educação superior, a porta civilizatória e a indução do futuro de que precisamos”, afirma. Outra lição é que sozinho não é possível viver os maiores desafios que a humanidade tem pela frente. “Precisamos pensar em termos colaborativos como pessoa, como instituição, como países.”  

Por isso, a sustentabilidade ganhou força para se tornar o centro das ações de uma UFMG Sustentável, que terá site próprio. O projeto visa promover a sustentabilidade nas ações cotidianas, que se desenvolvem tanto na esfera administrativa quanto nas práticas de ensino, pesquisa e extensão na Federal. “Era nosso plano e a pandemia mostrou essa urgência e a falta de reflexão de políticas desse tipo no mundo inteiro. Temos de investir dentro da universidade para haver práticas sustentáveis que também invistam na formação de cidadão e cidades para a consciência de políticas mais sustentáveis.” 

Para avançar, de acordo com a reitora, é preciso pensar em outros instrumentos para além do professor em sala de aula. “A pandemia mostrou o quanto a presencialidade é essencial para estabelecer vínculos com nossa comunidade, para que o ensino seja de mais qualidade e mais humanizado e para que possamos enfrentar problema de saúde mental, que é finalmente um problema mundial, de nossos estudantes. Chamamos atenção sobre algo que era muito presente, mas se tornou potencial enorme de aflição. A presencialidade nos dá possibilidade de estabelecer vínculo e de mostrar de forma mais clara nossa empatia e preocupação.” 

Encontro vai debater futuro da educação

A educação do futuro será o centro das atenções durante a Conferência mundial da Unesco sobre o ensino superior, em maio, em Barcelona (Espanha).  “Nenhuma sociedade pode viver sem universidade, ela ‘é o útero das classes dirigentes da nação do futuro’, dizia Darcy Ribeiro no livro Universidade necessária. Ela não é apenas necessária, é imprescindível. E a pandemia mostrou. Mais de 90% das pesquisas realizadas no país estão na universidade pública”, destaca Sandra Goulart. “Educação superior é bem público, direito das pessoas e deve ser projeto de estado. Financiamento é imprescindível em qualquer lugar do mundo, não se faz diferente”, afirma a reitora da UFMG, que é também atual presidente da Associação das Universidades de Montevideo, grupo formado por instituições do Brasil, Argentina, Bolívia, Chile, Paraguai e Uruguai com base na cooperação científica, tecnológica, educacional e cultural.


receba nossa newsletter

Comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Cadastro realizado com sucesso!

*Para comentar, faça seu login ou assine

Publicidade