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Estado de Minas IBGE

Inflação em 2021 passou de dois dígitos; veja os produtos que mais subiram

Pesquisa do IBGE divulgada nesta terça-feira (11/1) mostra os itens que mais pesaram no bolso dos brasileiros e que contribuíram para a alta da inflação


11/01/2022 10:26 - atualizado 11/01/2022 15:04

Inflação rompeu a barreira dos 10% no ano passado
Inflação rompeu a barreira dos 10% em 2021 (foto: Pixabay)

Agora é oficial: a inflação de 2021, que já se esperava que estouraria o teto da meta, bateu o recorde, em comparação com 2015, quando também rompeu o então planejado pelo Banco Central, que há um ano usufrui de autonomia e indepedência do Pode Executivo.

- Leia: Inflação no Brasil é a 5 ª maior da América Latina
E mais: 4 perguntas para entender por que inflação está subindo tanto no mundo


O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – a inflação oficial do Brasil – fechou 2021 em 10,06%, de acordo com pesquisa divulgada nesta terça (11/1) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

E o vilão da inflação no ano passado foi a gasolina, item de maior peso no IPCA, que acumulou alta de 47,49%, enquanto o etanol bateu na casa dos 62,23%.

Essa é a maior taxa acumulada no ano desde 2015, quando a inflação foi de 10,67%. A inflação em 2021 extrapolou a meta de 3,75% definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), cujo teto era de 5,25%.


Com o resultado ficando bem acima do teto da meta oficial – de 3,75%, com margem de tolerância de 1,5 ponto para mais ou menos -, o Banco Central deve divulgar carta explicando os motivos do estouro do objetivo.

 

Produtos que mais subiram

 

Na cola do item combustível, o item Habitação (13,05%) ficou em segundo lugar no ranking dos que mais contribuiram para a alta da inflação, seguido por alimentação e bebidas (7,94%).

 

Juntos, os três grupos responderam por cerca de 79% do IPCA de 2021.

O grupo dos vestuários (10,31%) fechou 2021 com a quarta maior variação entre os grupos.

 

Inflação na Grande BH

 

O IBGE também divulgou nesta terça-feira, a inflação de dezembro de 2021 na Região Metropolitana de BH. O IPCA teve aumento de 0,75%, o oitavo maior resultado mensal entre as dezesseis capitais pesquisadas. Já a variação acumulada nos últimos 12 meses foi de 9,58%, o quarto menor resultado entre as demais áreas da pesquisa. 

 

Todos os grupos apresentaram variações positivas: 

 

  • Vestuário (1,63%), 
  • Artigos de Residência (1,40%), 
  • Alimentação e Bebidas (1,07%),
  • Transportes (0,86%), 
  • Comunicação (0,57%), 
  • Saúde e Cuidados Pessoais (0,57%), 
  • Despesas Pessoais (0,45%), 
  • Habitação (0,35%) 
  • Educação (0,04%)

 

O resultado do grupo de Alimentação e Bebidas foi influenciado principalmente pela alta da banana-prata (42,94%). Ainda se destacam os aumentos do mamão (32,88%), das carnes (3,04%), do café moído (9,87%) e da cebola (18,56%). No lado das quedas estão a batata-inglesa (-17,88%) e o tomate (-6,61%). 

 

No grupo de Transportes, o resultado se deveu principalmente aos aumentos das passagens aéreas (12,77%), do seguro voluntário de veículos (9,62%), do automóvel novo (1,60%) e do automóvel usado (1,48%). Já os combustíveis caíram 0,54%. O etanol registrou queda de 2,21%, o óleo diesel teve redução de 0,50% e o preço da gasolina diminuiu 0,31% em relação a novembro.  

 


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