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Estado de Minas ATRASOS

Operação adotada por auditores da Receita provoca problemas portos do país

Mobilização de auditores da Receita por reajuste provoca transtornos ao transporte de cargas. Em Santos, há atraso na liberação de trigo


07/01/2022 08:20

Porto de Santos
Porto de Santos (foto: Divulgação/Santos)


A operação-padrão adotada pelos auditores da Receita Federal, desde 27 de dezembro, começou a causar transtornos ao transporte de cargas nos estados, com possíveis prejuízos ao abastecimento de produtos no Brasil. Essa mobilização busca pressionar o governo a regulamentar o pagamento de um bônus de eficiência à categoria e foi deflagrada após o anúncio de reajuste salarial apenas para servidores da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal e do Departamento Penitenciário Nacional.

O protesto por reajuste já se estendeu por outras carreiras da elite do funcionalismo, como os servidores do Banco Central (BC) e os auditores do Trabalho. Sob pressão, o presidente do BC, Roberto Campos Neto, concordou em se reunir com representantes dos servidores, na próxima terça-feira. Mesmo assim, há uma paralisação geral marcada para o próximo dia 18.

No Porto de Santos, em São Paulo, a liberação do trigo vindo da Argentina sofreu atrasos na alfândega por causa da operação-padrão dos auditores. Na Região Norte, segundo o governador de Roraima, Antônio Denarium (PP), mais de 800 caminhões carregados com diversos tipos de mercadorias estavam parados, ontem, na fronteira com a Venezuela, na capital, Boa Vista, e em Manaus.

O Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil (Sindifisco) de Santos informou que, até ontem, 95% dos 20 cargos de chefia da alfândega local tinham sido entregues, incluindo os de delegado e de delegado-adjunto.

O presidente do sindicato, Elias Carneiro Júnior, anunciou que está marcada para hoje uma reunião da entidade com os auditores de Santos para discutir formas de tornar a mobilização ainda mais rigorosa.

"Nós vamos fazer uma reunião para que a gente possa acirrar o movimento e aumentar a intensidade da operação-padrão. O que isso quer dizer? Nós vamos aumentar o percentual de amostragem e conferência. Em vez de conferirmos 100 contêineres, como a gente faz atualmente, por amostragem, nós vamos conferir 200 contêineres totalmente", disse o sindicalista. "Claro que isso aí acaba por atingir a liberação da carga, principalmente de importação, porque os procedimentos ficam mais lentos."

Carneiro Júnior observou que a opepração só não está atingindo produtos prestes a vencer, principalmente perecíveis e medicamentos. "Estamos no Brasil inteiro acirrando, principalmente nos portos secos. Nós vamos, aqui, acompanhar o mesmo caminho e acirrar, possivelmente, a partir de segunda-feira, enquanto o governo não ceder e não cumprir o que foi acordado em 2016." Ele se refere à promessa do Executivo de regulamentar o bônus de eficiência.



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