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Estado de Minas PESQUISA

BH registra a segunda maior alta no preço da cesta básica entre as capitais

Segundo o Dieese, alimentos de primeira necessidade subiram 2,45% em BH e atingem valor médio total de R$ 562,95; em Campo Grande, alta foi de 3,48%


08/09/2021 17:00 - atualizado 08/09/2021 17:46

Preço da cesta básica aumentou em 13 capitais do Brasil
Preço da cesta básica aumentou em 13 capitais do Brasil (foto: Auremar de Castro/EM/D.A Press)
 
A inflação dos produtos de primeira necessidade na vida dos brasileiros contribuiu para o aumento do preço da cesta básica em 13 capitais do país em agosto, incluindo Belo Horizonte. A nova edição da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) mostrou que a capital mineira apresentou a segunda maior alta entre as 17 cidades onde o levantamento foi realizado. 
 
A variação da cesta em BH foi de 2,45%, atingindo valor médio de R$ 562,95. O aumento na capital mineira só ficou atrás de Campo Grande, cujo reajuste foi de 3,48% em agosto, custando em média R$ 609,33. O total representa hoje 55,33% do salário mínimo líquido, que é de R$ 1,017,50 – subtraído os 7,5% que são descontado pela Previdência Social de um trabalhador comum.

O estudo mostra que a cesta mais cara foi a de Porto Alegre (R$ 664,67), seguida pelas de Florianópolis (R$ 659), São Paulo (R$ 650,50) e Rio de Janeiro (R$ 634,18). Os menores valores foram registrados em Aracaju (R$ 456,40) e Salvador (R$ 485,44).

Já as mais baratas estão no Nordeste: em Aracaju (R$ 456,40), Salvador (R$ 485,44), João Pessoa (R$ 490,93) e Recife (R$ 491,46).

Em contraponto ao atual cenário econômico, quatro capitais apresentaram queda no valor da cesta em agosto: Aracaju (-6,56%), Curitiba (-3,12%), Fortaleza (-1,88%) e João Pessoa (-0,28%).

Em comparação com o mesmo período do ano passado, a cesta teve aumento de 17,75% em Belo Horizonte. A maior variação ocorreu em Brasília (34,13%) e Campo Grande (25,78%). O menor aumento ocorreu justamente no Recife (11,90%) e Aracaju (14,54%). 

O estudo mostra que os principais itens de primeira necessidade cujo o preço teve mais elevação foram o café em pó (com alta nas 17 capitais pesquisadas), açúcar (16), o litro de leite integral (subiu em 14) e o quilo da batata (nove entre as 10 capitais onde o tubérculo foi pesquisado).

Por outro lado, o Dieese mostrou que o preço do feijão carioca e do quilo do arroz recuou em 13 capitais. 

Já o custo do feijão preto, pesquisado nas capitais do Sul, em Vitória e no Rio de Janeiro, não variou em Porto Alegre e diminuiu em Curitiba (-6,93%), Vitória (-3,89%), Florianópolis (-3,10%) e Rio de Janeiro (-2,61%). Os altos patamares de preço do feijão preto e do carioca têm reduzido a demanda, devido ao empobrecimento das famílias.





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