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Estado de Minas VAGAS ABERTAS

Home office definitivo reaquece mercado de trabalho durante pandemia

Perspectiva das empresas é de que ritmo de contratações minimize o desemprego no país, que tem 14,8 milhões de pessoas sem trabalho


16/06/2021 17:55 - atualizado 16/06/2021 18:52

A mineira Ariane Araújo obteve emprego remoto durante a pandemia e agora pode se fixar em Pará de Minas, sua cidade natal(foto: Arquivo pessoal)
A mineira Ariane Araújo obteve emprego remoto durante a pandemia e agora pode se fixar em Pará de Minas, sua cidade natal (foto: Arquivo pessoal)

A pandemia do novo coronavírus contribuiu para que várias empresas brasileiras mudassem completamente a rotina de trabalho e adotassem o home office, no período de expansão de casos e mortes pela doença. Depois de um ano e três meses de isolamento, a nova tendência no mercado é a aposta de vez no trabalho remoto, já que as empregadoras se habituaram a essa rotina.

Além da possibilidade de conter gastos com o novo modelo, o surgimento de postos de trabalho promete aquecer a economia a partir do segundo semestre.
 
A perspectiva das empresas é que o novo ritmo de contratações minimize o desemprego no país, que tem 14,8 milhões de pessoas sem trabalho em todas as regiões, com destaque para Nordeste (18,6%) e Norte (14,8%) – ambas também possuem as piores médias salariais do país: R$ 1.920 e R$ 2.025,98, respectivamente, contra R$ 2.541,90 do Sudeste, primeira colocada segundo dados da pesquisa salarial Catho em 2019. 

Uma das primeiras a apostar definitivamente no home office é a Funcional Health Tech, especializada em inteligência de dados de gestão no setor de saúde.

A empresa tem a pretensão de economizar até R$ 1,2 milhão em 2021 ao lançar mão no serviço remoto. Desde o ano passado, ela efetuou 208 contratações e está com 47 vagas abertas em todo o país.

Atualmente, a Funcional está com 100% do serviço remoto. “Mantivemos a qualidade do serviço prestado, atingimos as metas financeiras e construímos um plano estratégico para os próximos três anos, sabendo que a incerteza no curto prazo predominava”, afirma a CFO da empresa, Bruno Della Monica.

Mineira de Pará de Minas, a analista de produtos Ariane Araújo, de 32 anos, foi uma das contratadas para trabalhar no serviço remoto. Depois de morar sete anos em São Paulo e três no Rio, ela aprova a mudança para ficar mais perto da família.

“Apesar de a pandemia nos ter trazido muita coisa ruim, a mudança foi positiva. Hoje tenho qualidade de vida, atuo numa área que gosto muito e acompanho o crescimento do meu filho. Agora, fico com ele 24 horas. Também consigo desempenhar melhor a minha função diária”, afirma.

Ela celebra o fato de poder melhorar o rendimento em sua atividade em sua terra natal: “Se não fosse a possibilidade de trabalhar no home office, eu não poderia trabalhar com o que eu quero e nem para ganhar o que ganho. Nem para obter a vaga, pois Pará de Minas é muito pequena. Seria impossível conciliar os fatores”.

Já o programador Victor Luiz, de 27, aproveitou a oportunidade de trabalhar de forma remota de forma diferente: aproveitou para conhecer várias cidades do país.

Trabalhando do local de hospedagem, ele conseguiu render em suas atividades diárias: “Sempre quis viajar, porém fomos obrigados a ficar isolados e trabalhar em casa. Mas tem momentos que cansa de ficar só em casa. Logo, com a autorização da empresa, conheci Ilha Grande, Parati, Salvador e em seguida subi para o Maranhão. Trabalho de segunda a sexta-feira e os sábados se transformavam em férias, pois conheci os lugares”. 
 

Vagas em mais regiões 


Outra firma a adotar 100%do trabalho remoto foi a Bionexo, multinacional brasileira sediada em São Paulo.

Em 2021, quando o país ainda supera a crise econômica, a empresa abriu 100 vagas de trabalho.

Dos 79 postos já ocupados, há 47 colaboradores de fora da cidade de São Paulo, sendo 21 deles de outros estados.

Cearense de Crato, o especialista em acordos comerciais Emanuel Botelho conseguiu voltar para o Nordeste sem perder renda ou mudar de função. “Agora estou em uma empresa onde me vejo construindo uma carreira e sou incentivado para isso. É muito bom ter estabilidade e saber que poderei ficar na minha cidade”, diz.


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