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Estado de Minas CRISE ECONÔMICA

Gás de cozinha sobe 9% e pode custar mais de R$100 na Grande BH

Com o aumento nas tarifas do combustível, os estabelecimentos estão pagando mais caro nas distribuidoras, elevando os preços na revenda para os clientes


14/06/2021 10:17 - atualizado 14/06/2021 11:07

Distribuidora de gás em Belo Horizonte; preços para retirada na portaria dos estabelecimentosl são mais vantajosos(foto: Edesio Ferreira/EM/D.A Press)
Distribuidora de gás em Belo Horizonte; preços para retirada na portaria dos estabelecimentosl são mais vantajosos (foto: Edesio Ferreira/EM/D.A Press)
Agravando os já elevados índices de fome e desemprego no país, ampliados pela crise econômica provocada pela pandemia de COVID-19, os preços dos itens considerados indispensáveis seguem disparando no Brasil. É o caso do gás de cozinha que, de janeiro a junho deste ano, aumentou 9% na Grande BH, passando a custar mais de R$ 100.
 
Pesquisa do site Mercado Mineiro constatou o preço dos gás de cozinha em 105 estabelecimentos da Região Metropolitana de Belo Horizonte. Realizada entre os dias 5 a 10 de junho, o levantamento constatou que o botijão de 13kg, o mais usado nas residências, custava, em média, R$ 85,91 no início do ano e agora passou para R$92,38, um aumento de 9%.

Em alguns estabelecimentos, o preço é ainda maior, com o gás chegando a custar, em média, R$ 103. É importante lembrar que estes valores são para entregas na própria região do estabelecimento. Se o cliente optar por buscar o botijão, o valor médio fica na casa de R$ 85,42.
 
Outro botijão que também sofreu elevação nos preços foi o dos cilindros de 45kg, usados em condomínios e restaurantes: anteriormente, custavam o preço médio de R$ 342,73, e agora saltaram para R$ 365,08, um aumento de 6.52%, quando entregue na própria região. Já para o cilindro que é buscado na portaria, o valor teve um salto de 4,86%, passando de R$ 328,87 para R$ 344,85.
 
Para Feliciano Abreu, coordenador do site Mercado Mineiro, "este aumento, em um curto período de tempo, é preocupante, pois a população de classe média e baixa renda perde o poder de compra”.
 
Botijão de gás sofre novo aumento, e dificulta a compra das pessoas de baixa renda(foto: Edesio Ferreira/EM/D.A Press)
Botijão de gás sofre novo aumento, e dificulta a compra das pessoas de baixa renda (foto: Edesio Ferreira/EM/D.A Press)
“Com a falta de variação de preços entre os estabelecimentos, a concorrência acaba diminuindo e as pessoas ficam sem opção de fazer uma pesquisa, para tentar achar um local mais barato. Com isso, compram do fornecedor da sua região, estimulando a possibilidade do aumento de preço”, alerta Feliciano Abreu.
 
“O combustível, de uma forma geral, está sofrendo aumento em cima de aumento e, devido a este fator, os botijões de gás ficam com preços muito elevados na distribuidora, o que força os estabelecimentos a aumentarem o preço de revenda para os clientes”, lamenta.
 
Sobre os combustíveis, o levantamento do Mercado Mineiro realizado na RMBH mostra que a gasolina está sendo encontrada em preços que variam de R$ 5,672 até R$ 6,299, com uma diferença de 11%. Sendo que nos últimos 15 dias a gasolina, que custava em média R$ 5,78, passou para R$ 5,813, aumentando 0,57%.

Já o etanol teve uma queda pelo preço médio, sendo que no dia 20 de maio custava R$ 4,471 e agora passou para R$4,387, uma queda de -1.88% ou R$0.08 por litro. O menor preço do etanol é de R$ 4,899, com uma variação de 22,60%. Mesmo assim, no momento o preço médio do etanol corresponde a 75% do valor da gasolina. Portanto, de acordo com os especialistas, ainda não é viável abastecer com etanol ao invés da gasolina.
 

*Estagiária sob supervisão do subeditor Frederico Teixeira
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 


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