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Estado de Minas ALTA NOS PREÇOS

Inflação acumulada em BH nos últimos 12 meses é de 8,05%, diz pesquisa

Elevação nos números mostraram que custo de vida na capital apresentou alta de 0,75% mês passado, ao ser comparado com abril. Variação em 2021 foi de 3,69%


01/06/2021 18:42 - atualizado 01/06/2021 19:02

Pão francês apresentou alta de 6,53% em maio(foto: Marcos Vieira/EM/D.A Press)
Pão francês apresentou alta de 6,53% em maio (foto: Marcos Vieira/EM/D.A Press)

A inflação acumulada em BH nos últimos 12 meses, medida pelo Índice de Preço ao Consumidor Amplo (IPCA), fechou em 8,05% em maio, de acordo com pesquisa divulgada nesta terça-feira (1º/6) pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais (Ipead/UFMG).  
 
Os números mostraram que o custo de vida na capital mineira apresentou alta de 0,75% mês passado ao ser comparado com abril. A variação em 2021 foi de 3,69%.

A pesquisa indicou que as maiores altas de preço no período foram do pão francês (6,53%), mão de obra (3,66%), seguro de veículos (2,75%), energia elétrica (2,25%) e gasolina (1,58%). 

“A gasolina foi o principal destaque, pois ela já vinha subindo bastante nesse ano todo, com valor bem alto, até pela pressão que vinha sofrendo pelo preço barato no ano passado pelo baixo consumo na pandemia. Com a recuperação da economia e o aumento do dólar, a gasolina fica pressionada”, explicou o gerente de pesquisa da Fundação Iphead/UFMG, Eduardo Antunes. 

“O aumento do pão se deve a fatores externos e internos. A farinha é importada e é cotada em dólar, o que fez elevar o preço. E o consumo interno do produto ficou amplo pelo fato de as pessoas ficarem em casa”, explicou o especialista. 

Em outro ponto, a pesquisa analisou 11 itens agregados que compõem o IPCA. Os maiores destaques, em termos de variação, foram as altas de 5,31% para Vestuário e complementos, de 3,42% para Alimentos industrializados, de 3,21% para Bebidas em bares e restaurantes e de 1,77% para Alimentos elaboração primária. 

Antunes diz que o vestuário passou por reajuste devido à impossibilidade de aumento no ano passado, com o fechamento das lojas por causa da pandemia. “No ano passado, o comércio foi bastante prejudicado, já que não ocorreu movimentação na economia. Então, os empresários não tinham como aumentar muito os preços. Mas esse ano, apesar de os indicadores não serem bons em Belo Horizonte, o vestuário não conseguiu segurar esse reajuste. Desde o Dia das Mães, com o comércio aberto, os preços tenderam a ficar mais elevados”.

No sentido oposto, os únicos agregados que apresentaram queda foram para Alimentos in natura (-4,78%) e alimentação em restaurante (-0,13).
 

Índice de confiança 

 
Outro aspecto que determina o otimismo ou o pessimismo do consumo da população, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) de maio apresentou mais uma elevação, atingindo 34,03 pontos, uma alta de 2,62% em relação a abril. De acordo com os economistas, porém, quando o número fica abaixo dos 50 pontos, significa que os belo-horizontinos estão pessimistas quanto ao consumo. 

“Esse pessimismo vem desde janeiro de 2013, ficando abaixo de 50 pontos. O índice fica nessa variação por vários motivos. Em 2015, houve a crise econômica generalizada. Depois, houve mudança de governo. E agora, tivemos a pandemia. O índice oscila bastante, mas no nível pessimista. A população como um todo continua pessimista com relação ao nível de consumo”, diz Antunes.

O ICC leva em consideração itens como emprego (18,69), situação econômica do país (19,70), inflação (21,13), pretensão de compra (36,67), situação financeira da família com relação ao ano passado (50,36) e situação financeira da família atual (58,04).

Apesar disso, Eduardo Antunes entende que pequena evolução é essencial para mostrar uma recuperação econômica na cidade, ainda que lenta: “Em março, por causa do lockdown bem severo na cidade, o índice estava muito baixo. Em abril, houve uma subida bem expressiva e agora em maio continuou a tendência. É uma evolução importante”.


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