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Estado de Minas PANDEMIA

Mais de 40% dos bares e restaurantes de MG têm restrições no SPC ou Serasa

Pesquisa feita neste mês, com mais de 400 empresários, mostra situação econômica do setor de alimentação fora do lar, eventos e turismo no estado


12/05/2021 17:49 - atualizado 12/05/2021 18:22

Mais de 40% dos bares e restaurantes mineiros têm pendências no SPC ou Serasa (foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press)
Mais de 40% dos bares e restaurantes mineiros têm pendências no SPC ou Serasa (foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press)
As restrições provocadas pela pandemia de COVID-19 no funcionamento de bares e restaurantes trouxeram impactos econômicos para o setor. Com o faturamento em queda desde março do ano passado, muitas empresas não estão conseguindo quitar compromissos financeiros e acabam acumulando dívidas.

Pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes em Minas Gerais (Abrasel-MG) mostra que 43% dos empresários estão com alguma restrição nos órgãos de proteção ao crédito (Serasa, SPC), além de protestos em cartório.

A situação dos entrevistados era esta:
  • 10,6% devem até R$ 5 mil; 
  • 19,6% entre R$ 6 mil a R$ 10 mil; 
  • 23,5% de R$ 11 mil a R$ 25 mil; 
  • 22,3% de R$ 26 mil a R$ 50 mil; 
  • 12,3% de R$ 51 mil a R$ 100 mil;  
  • 11,7% acima de R$ 100 mil.

Não fazem parte das dívidas, despesas com impostos, taxas, contas de água e luz.

A pesquisa foi feita em 3 e 4 de maio, com 420 empresários do setor de alimentação fora do lar, eventos e turismo do estado.

Outro dado que chama atenção é o fato de que 76% dos entrevistados precisaram abrir mão do patrimônio pessoal para conseguir manter a empresa.

Burocracia e morosidade


Para o presidente da Abrasel-MG, Matheus Daniel, a burocracia e a morosidade do governo e de bancos privados na concessão de linhas de crédito contribuíram para agravar o quadro de inadimplência. 

Ele entende que as ondas de flexibilização são ineficazes, já que não atendem à ampla maioria do setor. Segundo ele, elas são outro fator que vem aumentando a crise do segmento, o que se reflete na falência de empresas e no consequente fechamento de postos de trabalho. 

Somente em Belo Horizonte, 3.500 bares e restaurantes encerraram as atividades desde o início da pandemia, deixando 30 mil pessoas desempregadas, de acordo com a  associação.

“Na última flexibilização anunciada pela prefeitura, continuamos impedidos de abrir aos domingos. A liberação do funcionamento até as 19h é irrisória, principalmente para um segmento que precisa funcionar à noite, já que o horário noturno é responsável por 70% do nosso faturamento.”

Matheus Daniel afirma que “o poder público não dialoga verdadeiramente com o setor e não tem ideia de como funciona um restaurante, por isso apresenta propostas inviáveis para mantermos o faturamento e quitar as dívidas. Diz que se apoia na ciência, fala que as contaminações no ambiente familiar são maiores que em ônibus, mas não permite que o setor ofereça seus serviços seguindo regras. Com isso deixa as pessoas sem opções de locais seguros para se alimentarem a qualquer hora do dia”, completa.
 
*Estagiária sob supervisão da subeditora Kelen Cristina 


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