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Estado de Minas ALTO CUSTO

Morrer custa caro: brasileiro trabalha em média 39 dias para pagar funeral

Segundo da pesquisa da Abredif, o valor médio chega a R$ 2,5 mil de remuneração gasta nas despesas de um funeral


03/03/2021 10:24 - atualizado 03/03/2021 12:26

A pesquisa se baseou na renda média dos estados a partir de dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)(foto: Susan Buck/Pixabay)
A pesquisa se baseou na renda média dos estados a partir de dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (foto: Susan Buck/Pixabay)


A perda de um ente querido não pode ser precificada e muito menos comprada. No entanto, para os que ficam, a morte significa mais que o encerramento de um ciclo, mas também o começo das despesas com funeral.

Segundo dados da Associação Brasileira de Empresas Funerárias e Administradoras de Planos Funerários (Abredif), os brasileiros trabalham em média 39 dias para ter renda suficiente para arcar com o preço de um funeral.

Em Minas Gerais, é preciso trabalhar mais dias para dar conta da despesa, 55 dias.

A pesquisa se baseou na renda média dos estados a partir de dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O valor avaliado chegou em cerca R$ 2,5 mil de remuneração gasta nas despesas de um funeral.

O salário mínimo no Brasil atualmente é de R$ 1.100, ou seja, o custo médio de um enterro corresponde a quase o dobro do piso de remuneraçãlo oficial no país.

Em Minas Gerais, uma pesquisa do Mercado Mineiro apontou que, em 2019, o custo de um funeral no estado variava de R$ 454,30 a R$ 30 mil. Dados mais recentes incluídos no site mostram que o preço atual de serviços funerários completos mais baratos pode variar de R$ 980 a R$ 1.580 no estado.

Em Belo Horizonte, o ano de 2021 também começou com um acréscimo de 4,23% nas taxas de sepultamento e exumação. O valor passou a R$ 274,40. O reajuste foi baseado no Índice de Preços ao Consumidor Amplo-Especial (IPCA-E), segundo anunciado pela Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica, que administra os cemitérios municipais.

É difícil, até mesmo doloroso, reduzir o sentimento da perda de uma pessoa amada a discussões sobre dinheiro. No entanto, a realidade é que o impacto desses altos gastos com o processo fúnebre vai além de ter que lidar com a angústia da morte, mas também com a preocupação com endividamentos futuros.

Segundo a pesquisa da Abredif, a consequência para esse acúmulo de estresse pode causar na diminuição no rendimento profissional, menor atenção, noites mal dormidas e doenças correlatas, como pressão alta, condições cardiovasculares, depressão e ansiedade.

Plano funerário


A Abredif, que reúne as empresas de admistração de planos funerários, afirma que os maiores endividamentos por pagamento de funeral ocorrem com pessoas que não têm um plano de assistência.

“Essas despesas ocorrem normalmente depois que a família já está fragilizada pela dor da perda e por gastos médicos”, observa Luis Kuminek, diretor do Grupo Luto Curitiba, líder em assistência funeral no Paraná.

“O trabalhador se beneficia diretamente desse serviço e a empresa também obtém vantagens. Menos pressionada pelo temor de dívidas com tratamentos de saúde e despesas inesperadas, a equipe responde com ganhos de produtividade”, afirmou a empresa.


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