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Estado de Minas PESQUISA

Preço do gás de cozinha subiu mais de 10% nos últimos meses na RMBH

Levantamento feito pelo site Mercado Mineiro aponta que nos últimos seis meses o botijão de 13kg aumentou mais de 10%


18/01/2021 10:06 - atualizado 18/01/2021 10:47

Gás de cozinha tem aumento sem periodicidade desde 2019, com a entrada do governo Bolsonaro(foto: Marcos Michelin/EM/D.A Press)
Gás de cozinha tem aumento sem periodicidade desde 2019, com a entrada do governo Bolsonaro (foto: Marcos Michelin/EM/D.A Press)
Com o aumento no preço do gás de cozinha, o mineiro precisa fazer uma pesquisa para ter um impacto menor no bolso. O botijão de gás na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) pode ter variações no preço que chegam a 50%, aponta pesquisa do Mercado Mineiro e do app Com Oferta. E em relação aos últimos seis meses, esse valor registrou um aumento de mais de 10%.

Na portaria dos depósitos, é possível encontrar o botijão de 13kg tanto a R$ 70 como a R$ 105. O mesmo com entrega no próprio bairro, custa de R$ 77 a R$ 105 e tem uma variação de 36%. Já o cilindro de 45kg variou 41%, podendo custar de R$ 300 até R$ 425. Enquanto na portaria, ele custa de R$ 290 até R$ 425, com uma variação de 46%.

Este levantamento foi realizado em 115 estabelecimentos entre os dias 12 e 13 de janeiro de 2021. Mas, em relação aos últimos seis meses, é possível perceber que o preço médio teve aumento.

No mês de maio, o botijão de 13kg custava em média R$ 76,55, agora passou para R$ 84,81 e registrou um aumento de 10,80%, quando entregue na própria região. Já o valor do mesmo, quando se busca, custava R$ 69,84 e agora subiu para R$ 77,83, com um aumento de 11,44%.

O cilindro de 45kg, era encontrado a R$ 324,91 e subiu para R$ 342,73, marcando o aumento de 5,48%, do próprio bairro. Já o mesmo buscado na portaria, tinha o valor de R$ 308,49 e passou para R$ 328,87, um aumento de 6,61%.

Segundo Feliciano Abreu, economista e coordenador do Mercado Mineiro, este crescimento do preço veio com o mercado internacional, na Petrobras. “A gente teve uma pressão muito forte no aumento de preço de combustível no geral e o gás de cozinha também entrou nessa”, comenta. “O que mais preocupa nesta situação, é para quem se destina o botijão de gás, que são as pessoas de baixa renda”, explica.

Para ele, agora que o auxílio emergencial chegou ao fim, a situação é ainda mais preocupante. “Antes tinha dinheiro no mercado, por mais que os donos de estabelecimentos sofriam pra vender, eles vendiam porque é um produto de primeira necessidade. Agora, com o constante aumento, a gente vê que isso é uma perda de compra desse consumidor e chega a ser preocupante porque é um produto de ‘sobrevivência’ para a alimentação”, analisa.

Vale lembrar que o preço do gás de cozinha ficou congelado entre 2007 e 2014 e passou a ter reajustes mensais em 2017, durante o governo Michel Temer. A partir de 2019, com a entrada do governo Bolsonaro, as mudanças do preço passaram a seguir as oscilações do mercado internacional do petróleo, sem periodicidade definida.

Na primeira quinta-feira (07/01) de 2021, por exemplo, a Petrobras anunciou um novo aumento de 6% nas refinarias. Menos de um mês desde o último acréscimo, em dezembro.
 

*Estagiária sob supervisão do subeditor Frederico Teixeira
  


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