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Estado de Minas REFRESCO

Senado aprova projeto que renegocia dívida dos Estados por 55 votos a 1

Já aprovado pela Câmara, texto vai agora para sanção presidencial


16/12/2020 07:42 - atualizado 16/12/2020 08:03

União teve de arcar no ano passado com R$ 3,3 bilhões em empréstimos que Minas não conseguiu honrar(foto: Paulo Filgueiras/EM/D.A Press - 12/11/19)
União teve de arcar no ano passado com R$ 3,3 bilhões em empréstimos que Minas não conseguiu honrar (foto: Paulo Filgueiras/EM/D.A Press - 12/11/19)

O Senado aprovou na noite desta terça-feira, 15, em uma votação relâmpago, o projeto que prevê a renegociação de dívidas dos Estados com a União logo após aprovação do texto na Câmara, sem alterações no texto.

Dívida do governo de Minas está cada vez maior


Com isso, a proposta de socorro financeiro será enviada para sanção do presidente Jair Bolsonaro. O texto foi aprovado por 55 votos a 1 - apenas o senador Lucas Barreto (PSD-AP) votou contra.

A medida estabelece o Plano de Promoção do Equilíbrio Fiscal (PEF), um socorro para Estados que não têm o nível de endividamento tão alto, mas que têm dificuldade para pagar servidores e fornecedores.

Como contrapartida, será exigido um corte de, pelo menos, 20% de incentivos fiscais nos três primeiros anos. O projeto foi aprovado pelos senadores antes mesmo de o texto ficar público no sistema de tramitação do Senado.

Estados mais endividados

O plano busca trazer soluções para os estados mais endividados (Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul), os que não conseguem crédito com aval da União e os que não conseguiram cumprir o teto de gastos, que impede que as despesas cresçam em ritmo superior à inflação.

Dos 20 Estados que adotaram a regra como contrapartida à renegociação da dívida em 2016, 11 não cumpriram a regra em 2019, segundo dados do Tesouro.

O senador Carlos Portinho (PSD-RJ) pediu veto do presidente Jair Bolsonaro a um dispositivo que impede os governos regionais usarem os recursos obtidos com a privatização de empresas públicas para despesas correntes.

O dinheiro poderá ser usado para o pagamento da folha de aposentados. O dispositivo, incluído pela Câmara no dia da votação, impede o governo do Rio de Janeiro de usar recursos da venda da Cedae para investimentos. "Isso não dá ao Rio de Janeiro ainda o fôlego que ele precisa", afirmou o parlamentar.


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