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Estado de Minas Vagas temporárias em risco?

Quase 80% do comércio de BH não vai contratar para o fim do ano, diz CDL/BH

Queda nas vendas, quadro atual suficiente para a demanda e pandemia são os principais motivos alegados pelos lojistas


27/10/2020 17:24 - atualizado 27/10/2020 18:50

A maioria dos lojistas de Belo Horizonte não pretende aumentar o quadro de funcionários para as vendas de fim de ano(foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press)
A maioria dos lojistas de Belo Horizonte não pretende aumentar o quadro de funcionários para as vendas de fim de ano (foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press)
.As já tradicionais contratações temporárias de fim de ano serão reduzidas em 2020. Os cinco meses de comércio fechado em Belo Horizonte por causa da pandemia de COVID-19 terão reflexo direto na decisão dos comerciantes da capital. Segundo pesquisa realizada pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH), quase 80% dos comerciantes não pretendem contratar mão de obra extra para atender às demandas da temporada

“Essa diminuição é consequência da paralisação das atividades comerciais durante a pandemia. Mesmo com a reabertura das lojas, ainda não é suficiente para alavancar, de forma significativa, a confiança dos empresários a ponto de contratar”, avalia o presidente em exercício da CDL/BH, José Ângelo de Melo.

A pesquisa foi realizada entre 13 e 22 de outubro, e 211 comerciantes foram ouvidos.
 
Apenas 18% dos lojistas entrevistados afirmam ter planos de contratar. Já 79,6% não pretendem aumentar o quadro de funcionários neste fim de 2020. Se comparada com a intenção de contratação do ano passado, é possível observar queda de, aproximadamente, 34,3%.  
 
Os principais motivos alegados pelos comerciantes para não admitir novos funcionários são: o quadro atual consegue atender à demanda (39,3%), a queda nas vendas (32,7%) e a pandemia (17,3%).
 
A possibilidade de efetivação desses novos funcionários é considerada muito alta para apenas 10,5% dos lojistas. Por sua vez, 39,5% deles acreditam ser alta a chance de admissão. Para 28,9%, é baixa, e para 21,1% muito baixa. 

As principais vagas ofertadas são para os cargos de vendedor, caixa, fiscal/vigia e atendente.
 
Segundo os entrevistados, as principais dificuldades para admissão de trabalhadores temporários são a “falta de profissionalismo e responsabilidade dos funcionários” (55,3%) e a “pouca experiência dos candidatos” (21,1%). Os custos representam 5,3%. Já 7,9% afirmam não ter nenhuma dificuldade para contratação.
 
Pela pesquisa, é possível perceber que os lojistas da Região Centro-Sul (31,4%) são os que mais pretendem investir em contratações temporárias, seguidos, respectivamente, por Barreiro (29,6%), Oeste (29,4%), Pampulha (13,3%), Leste (10,5%), Nordeste (9,7%), Venda Nova (5,6%) e Nordeste (5%).
 
*Estagiária sob supervisão da subeditora Kelen Cristina


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