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Estado de Minas Desemprego

Taxa de desocupação em Minas foi de 12,6% em setembro, segundo IBGE

Índice apurado pela PNAD COVID19, é o menor da Região Sudeste, mas representa 1,3 milhão de pessoas sem ocupação no estado


23/10/2020 18:14 - atualizado 23/10/2020 19:11

Minas tem 1,3 de pessoas desocupadas no estado, segundo a PNAD COVID de setembro(foto: Jair Amaral/EM/D.A Press)
Minas tem 1,3 de pessoas desocupadas no estado, segundo a PNAD COVID de setembro (foto: Jair Amaral/EM/D.A Press)
A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD COVID19) estimou que, no final de setembro, a taxa de desocupação em Minas Gerais era de 12,6%. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), isso representa 1,3 milhão de pessoas desocupadas no estado. Segundo a pesquisa, divulgada nesta sexta-feira (23), o número é considerado estável em relação ao mês de agosto, quando apresentava 12,3%.

É o maior índice desde que a pesquisa começou a ser coletada, em maio deste ano, mas confirma a tendência de estabilidade dos índices de desocupação. As taxas em Minas Gerais estiveram abaixo da nacional durante todo o período pesquisado.

Em comparação com os outros estados da Região Sudeste, Minas tem o menor índice de desocupação. O estado que apresenta maior taxa é o Rio de Janeiro (16,1%), seguido por São Paulo (14,5%) e pelo Espírito Santo (12,9%). Em relação ao Brasil, as regiões Norte, Nordeste e Sudeste tiveram aumento do número de desocupação no mês de setembro comparado com agosto, enquanto as Regiões Sul e Centro-Oeste apresentaram pequena queda. 
 

Teste de COVID-19 e auxílios do governo


De acordo com a pesquisa, Minas é um dos estados que menos realizam testes de diagnóstico de COVID-19 em sua população. Até setembro, 7,8% dos habitantes mineiros fez o teste para diagnosticar a doença, o que representa 1,67 milhão de pessoas. No Brasil, o percentual de testados é de 10,4%. Há uma variação significativa no índice de testagem nos diferentes estados do país. O Distrito Federal apresenta o maior percentual de testes realizados com 22,2%, seguido por Piauí, com 17% e Goiás, com 16%. Por outro lado, Pernambuco registrou o menor percentual, apenas 6,8%, seguido por Acre com 6,9% e Minas, com 7,8%. 

Em setembro, 2,95 milhões de domicílios mineiros receberam algum auxílio governamental referente à pandemia da COVID-19, o que representa 40,8% do total de lares. Entre os benefícios estão o Auxílio Emergencial e a complementação do Governo pelo Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda. 

Os números de setembro são muito semelhantes aos de agosto, quando 40,7% dos domicílios recebiam o auxílio. Isso demonstra uma estabilidade no recebimento desses benefícios em Minas. Já no Brasil, 43,6% das residências receberam este tipo de apoio governamental em setembro. Além disso, os estados das Regiões Norte e Nordeste são os que apresentam maior percentual de domicílios beneficiados pelos auxílios.

Isolamento social e volta ao trabalho


Mais uma vez, a pesquisa registrou queda no número de pessoas que declararam estar rigorosamente isoladas em Minas, entre agosto e setembro. No último mês 3,26 milhões de mineiros, que representa 15,3%, afirmaram estar no grau máximo de isolamento, enquanto em agosto este número era de 4,0 milhões, o que corresponde a 18,8%. 
 
Por outro lado, aumentou o número de pessoas que declararam ter reduzido o contato, mas que continuaram saindo de casa e/ou recebendo visitas, no último mês. Em agosto este grupo representava 37,6% dos mineiros e chegou a 40,9% em setembro, ou seja, mais de 8,72 milhões de pessoas. Também houve crescimento no número de entrevistados que declararam não fazer nenhuma restrição devido à pandemia. Eram 384 mil pessoas em agosto e 682 mil em setembro, um aumento de 1,4 ponto percentual. Comportamento semelhante foi observado no restante do país. 

Das 9 milhões de pessoas ocupadas em Minas, no mês de setembro, 602 mil estavam afastadas do trabalho que tinham, na semana de referência da pesquisa. Desse total, 280 mil estavam longe da função em razão do distanciamento social, representando, respectivamente, quedas de 18,9% e 32,6% em relação ao total de pessoas afastadas, verificado em agosto. 

Estes indicadores têm apresentado quedas sucessivas desde o início da pandemia, à medida que as restrições vão sendo abrandadas pelo Brasil. A redução desses afastamentos também pode ser verificada pela queda da proporção de pessoas afastadas por este motivo no total de pessoas ocupadas. De agosto para setembro, essa proporção passou de 4,6% para 3,1%. Em maio, este percentual era de 15% em Minas.
Na comparação nacional, o estado é um dos que tem menor percentual de pessoas ocupadas e afastadas do trabalho em razão do distanciamento social.
 
*Estagiária sob supervisão da editora-assistente Vera Schmitz


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