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Estado de Minas PRODUÇÃO

Efeitos da COVID-19: pesquisa avalia saúde mental dos empreendedores

Pesquisa que visa monitorar a estado psicológico dos empreendedores é fruto da parceira entre UFMG e empresa de inovação


postado em 14/06/2020 13:00 / atualizado em 14/06/2020 13:23

(foto: Tumisu/Pixabay )
(foto: Tumisu/Pixabay )

Empreendedor,
como anda a sua saúde mental durante a pandemia? A pergunta é o ponto de partida de uma pesquisa nacional que pretende monitorar o estado psicológico dos empreendedores no Brasil e acaba de ser lançada. Fruto da parceria entre o “Programa de pós-graduação em psicologia: cognição e comportamento”, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), e a Troposlab, empresa de inovação, o estudo científico é aberto a todos os empreendedores do país que se sentiram afetados pela pandemia, não só no aspecto econômico, mas também no sentido psicológico.

Com o olhar atento aos possíveis desafios enfrentados por esta camada da população neste momento de crise, a UFMG e a Troposlab determinaram o recorte da pesquisa: “Efeitos da COVID-19 na saúde mental dos empreendedores do Brasil”. A pesquisa já está no ar é todos os empreendedores estão convidados a participar e ajudar na coleta de informações importantes para que seja possível uma atuação precisa e efetiva na missão de manter a boa saúde do ecossistema brasileiro.

A pesquisa dura em média 15 minutos e é feita de forma on-line, com perguntas de múltipla escolha. Quem participar, vai receber uma mensagem individual com feedback e encaminhamentos necessários para acompanhamento profissional apropriado, além de um relatório com os principais resultados.

Para participar da pesquisa, basta acessar o link: http://troposlab.com/pesquisa-saude-empreendedor/.

Recentemente, a UFMG fez uma pesquisa em parceria com o Ministério da Saúde para iniciar um acompanhamento mais sensível em relação à saúde mental das pessoas com a quarentena e isolamento social. Entre os dados extraídos, que trazem perspectivas sobre os sintomas do isolamento social, somados à crise global, os brasileiros entrevistados relataram ter tido maior dificuldade para dormir, sentimentos depressivos, falta de apetite, alimentação desregulada, fadiga, entre outros.

Supondo que estes sinais podem ser mais fortes em pessoas que têm empresas e negócios sob sua responsabilidade, é que a pesquisa foi lançada. Portanto, agora, o foco está nos empreendedores depois de três meses de quarentena no país e com a lenta reabertura de alguns segmentos.

Com consequências negativas na economia, muitos empreendedores foram obrigados a parar suas atividades e, aqueles que conseguiram continuar, tiveram que adaptar o seu modelo de negócio e de operação a uma nova realidade. Com uma queda do PIB de 1,5% no primeiro trimestre, volta ao nível de 2012, o indicador que revela os resultados relativos à atividade econômica no país, escancara também a ansiedade e o medo que tomaram conta do cotidiano dos brasileiros, mas, principalmente, dos empreendedores que foram afetados diretamente pela crise.

Um olhar humano para os possíveis desafios enfrentados pelos empreendedores, num cenário de incertezas pessoais e dos seus negócios, os pesquisadores da UFMG responsáveis pela pesquisa são: Maycoln L.M. Teodoro, Marcela Mansur-Alves e Pricila Cristina Correa Ribeiro, todos do departamento de psicologia; e Juliana Alvares Teodoro, da Faculdade de Farmácia. 

Já no Núcleo Tropos de Pesquisa, participam: Renata Horta, diretora de inovação e conhecimento; Marina Mendonça, diretora de cultura e times; e Christopher Andrade, agente de comportamento empreendedor.

FOMENTO À CIÊNCIA E ESTRATÉGIAS


Por isso, entender melhor este momento e identificar as angústias desse grupo é tão fundamental. “Este período requer um olhar mais sensível e humano sobre o universo de empreendedores no Brasil e suas angústias. Além disso, com esta iniciativa, reforçamos a necessidade de fomento à ciência, que se mostra tão necessária no momento atual. Com os dados, será possível pensar em alternativas e estratégias que minimizem estes impactos no ecossistema brasileiro”, explica Marina Mendonça, diretora de times de cultura da Troposlab.

 
MORTE DE EMPREENDIMENTOS E CONTAS QUE NÃO FECHAM

Para psicóloga Renata Feldman, a palavra-chave é cuidado(foto: Daniella Castro/Divulgação )
Para psicóloga Renata Feldman, a palavra-chave é cuidado (foto: Daniella Castro/Divulgação )

Não há como dissociar, saúde e economia andam juntas e, desde o início da quarentena no Brasil, há três, sempre foi uma preocupação em como cuidar destas duas instâncias. Discussões acaloradas e antagônicas não têm ajudado muito, ainda que a divergência seja salutar. Ninguém espera unanimidade. Fato é que mudanças drásticas e repentinas foram acarretadas pela pandemia, desencadeando um forte impacto também no setor econômico.
 
 “O novo coronavírus adoeceu, enfraqueceu e levou a óbito empreendimentos que outrora brilhavam os olhos de seus donos. Olhos que hoje mal conseguem fechar, mergulhados no silêncio da noite e na insônia angustiante das contas que também não fecham”, alerta Renata Feldman, psicóloga clínica e psicoterapeuta humanista.
 
Para Renata Feldman, muitos empresários, além de terem que lidar com questões práticas e concretas envolvendo o operacional de seus negócios, estão tendo também que lidar com peso de uma forte repercussão emocional: a dor da perda, o sentimento de fracasso, a impotência, o desvio de rota, o sonho quebrado. 
 
“O impacto sobre a saúde mental é sentido por meio do agravamento de doenças psiquiátricas já existentes ou do seu surgimento em pessoas previamente sadias. Em meio a tanta pressão, estresse e frustração, quadros ansiosos e depressivos ganham evidência neste momento de caos econômico e emocional”, alerta a psicóloga.

Renata Feldman enfatiza que, diante da fragilidade deste cenário, cuidado é palavra-chave. “Não só em relação ao coronavírus, como também em relação ao adoecimento psíquico e às psicossomatizações que dele também podem advir. Com a saúde mental equilibrada – por meio da busca de um amparo médico e psicológico, atividades físicas, meditação e ressignificação do que se está sendo vivido – é possível extrair forças para seguir em frente, apesar de.”
 
Para quem busca outros caminhos, as lives de profissionais da saúde são apoios ricos e eficazes. Nesta segunda-feira, dia 15, uma opção é no Instagram da Feldman Clínica de Psicologia, uma ação que levanta a seguinte questão: Como vai você? Pausa para pensar a saúde mental em tempos de pandemia”, live que terá a participação tanto de Renata Feldman e da psiquiatra e psicanalista Flávia Mello Soares, a partir das 18h15h. Basta acessar:https://www.instagram.com/feldmanclinicade/ .

QUERO CONTRIBUIR COM A PESQUISA


Se você é empreendedor, basta contar como está se sentido: preencha o formulário. 
 
  •  É rápido (leva em torno de 15 minutos);
  •  É objetivo (questões em múltipla escolha);
  •  Possibilitará uma discussão científica consistente e construtiva;
  •  Trará insights que beneficiarão nosso ecossistema empreendedor.
  •  Ao responder, você receberá uma mensagem individual de feedback e os devidos encaminhamentos para um acompanhamento adequado, se necessário. E posteriormente, um report com os resultados da pesquisa.


 



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