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Estado de Minas BRASIL

Taxa de desemprego cresce para 12,5%, com queda recorde na ocupação

Segundo pesquisa do IBGE, 12,8 milhões de trabalhadores estão sem trabalho, com fechamento de quase 5 milhões de vagas no país


postado em 28/05/2020 16:31 / atualizado em 28/05/2020 16:44

De acordo com pesquisa, dos 4,9 milhões de trabalhadores que saíram da população ocupada, 3,7 milhões eram informais(foto: Moisés Silva/EM/D.A Press)
De acordo com pesquisa, dos 4,9 milhões de trabalhadores que saíram da população ocupada, 3,7 milhões eram informais (foto: Moisés Silva/EM/D.A Press)
Os efeitos da pandemia do coronavírus acenturaram a perda de postos de trabalho no Brasil. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Mensal (PNAD Contínua) divulgada pelo IBGE nesta quinta-feira, a taxa de desemprego no país de fevereiro a março subiu para 12,5%, atingindo 12,8 milhões de trabalhadores. O índice representa um aumento de 1,3% em relação ao último trimestre do ano passado, com fechamento de quase 5 milhões de postos de emprego em solo nacional.
 
Com isso, são 898 mil pessoas a mais à procura de trabalho no Brasil. Esta taxa é a maior desde o primeiro trimestre do ano passado, quando o número batia 12,7%. A população ocupada teve queda recorde de 5,2%, em relação ao trimestre encerrado em janeiro, representando uma perda de 4,9 milhões de postos de trabalho, que foram reduzidos a 89,2 milhões.

A renda média real do trabalhador foi de R$ 2.425 no trimestre encerrado em abril. O resultado representa alta de 2,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. A massa de renda real habitual paga aos ocupados somou R$ 211,628 bilhões no trimestre até abril segundo o IBGE, uma queda de 0,8% ante igual período do ano anterior. 

A pesquisa aponta também que o número de empregadores (4,2 milhões de pessoas) recuou 5,1% (-226 mil pessoas) em relação ao trimestre anterior, mas ficou estatisticamente estável em relação ao mesmo trimestre de 2019. Já o grupo dos empregados no setor público (11,9 milhões de pessoas), que inclui servidores estatutários e militares, apresentou aumento de 3,3% (mais 379 mil pessoas) frente ao trimestre anterior e de 3,9% (mais 442 mil pessoas) no confronto com igual período do ano anterior.

“Dos 4,9 milhões de pessoas a menos na ocupação, 3,7 milhões foram de trabalhadores informais. O emprego com carteira assinada no setor privado teve uma queda recorde também. A gente chega em abril com o menor contingente de pessoas com carteira assinada, que é de 32,2 milhões”, explica a analista da pesquisa do IBGE, Adriana Beringuy.

O IBGE apontou ainda que a força de trabalho potencial, que inclui pessoas que não estavam nem ocupadas nem desocupadas, mas que possuíam potencial para se transformarem em força de trabalho, aumentou 24%. São 1,9 milhão de pessoas a mais nessa situação.

“Se por um lado, a gente teve uma queda bastante acentuada na ocupação, também teve um aumento recorde da população fora da força de trabalho, que foi de 7,9%. O que provocou um aumento da chamada força de trabalho potencial, muitas pessoas nem estão ocupadas, pararam de procurar trabalho, mas estão ali na força potencial, o que contribuiu para a gente ter um aumento muito importante da taxa de desalento, que volta a crescer depois de um bom tempo em estabilidade”, argumenta Adriana.
 

Números em Minas 

 
Em Minas Gerais, o índice de desemprego cresceu de 9,5% para 11,5% no primeiro trimestre de 2020. O percentual de pessoas de 14 anos ou mais ocupadas foi de 24,9%. Segundo o Ministério da Economia, o estado perdeu mais de 88 mil vagas apenas em abril. 

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