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Estado de Minas

Subsídio para igrejas evangélicas gera atrito no governo federal

Equipe econômica considera esse tipo de benefício contrário à linha de pensamento do ministro Paulo Guedes


postado em 10/01/2020 13:20 / atualizado em 10/01/2020 14:01

(foto: Isac Nóbrega/PR)
(foto: Isac Nóbrega/PR)
Um desejo do presidente Jair Bolsonaro, que agradaria a base evangélica no Congresso Nacional que dá sustentação ao governo, provocou divergências com o Ministério da Economia.

Bolsonaro quer que os templos de maior porte passem a pagar tarifas mais baratas de energia elétrica no horário de ponta, iguais às cobradas durante o dia, quando não há uso de luz nos recintos.

Uma minuta enviada pelo ministério das Minas e Energia desagradou integrantes da equipe econômica, que segue orientação de Paulo Guedes, defensor da redução de benefícios estatais desse tipo.

E ainda há um problema difícil de destrinchar: o valor a menos que seria pago pelos templos na conta de luz teria de ser arcado por outros consumidores, aumentando o ônus de terceiros. Esse impacto tarifário é visto como empecilho para o crescimento do país, considerando-se a energia elétrica como insumo importante para atração de novos investimentos.

A informação é do jornal Estado de São Paulo. Segundo a reportagem de Anne Warth e Adriana Fernandes, Bolsonaro já fez outras “gentilezas” para os evangélicos: conseguiu aprovar no Congresso uma lei de incentivos fiscais a igrejas até 2032 e também liberou os templos de realizar as obras de adaptação para acessibilidade para portadores de necessidades especiais até o altar e o batistério.
 
A resposta de “agradecimento” viria em forma de ajuda das igrejas ao presidente para coletar as milhares de assinaturas necessárias para criar o novo partido, Aliança pelo Brasil.

 

 


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