Publicidade

Estado de Minas VAREJO

Games são campeões de descontos na Black Friday

Monitoramento de 250 produtos feito pela Confederação Nacional do Comércio mostra que os jogos eletrônicos tiveram preços reduzidos quase pela metade na última sexta-feira


postado em 03/12/2019 04:00 / atualizado em 03/12/2019 00:30

Para a Confederação Nacional do Comércio, esta pode ter sido a melhor Black Friday desde 2010(foto: Marcos Vieira/EM/D.A PRESS)
Para a Confederação Nacional do Comércio, esta pode ter sido a melhor Black Friday desde 2010 (foto: Marcos Vieira/EM/D.A PRESS)



Brasília – Os games foram os campeões de descontos na Black Friday, data de descontos do varejo ocorrida na última sexta-feira. Segundo levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), os descontos nos jogos chegaram a 49% neste ano. “Os campeões de desconto efetivo foram os games. Pegamos os cinco jogos mais procurados na categoria e vimos como os preços se comportaram, levando em consideração a presença do produto em pelo menos cinco lojas virtuais. Os preços tiveram descontos de até 60% nos cinco produtos mais procurados e desconto efetivo, ou seja, aquele desconto em relação ao preço mínimo praticado nos 40 dias que antecederam o evento. Chegou a 49%”, disse o economista da CNC Fábio Bentes.

O economista disse que produtos como cafeteira elétrica, smarts bands e de vestuário tiveram descontos efetivos. “Na parte de eletroportáteis, os descontos chegaram a 20% para a cafeteira elétrica. Para os óculos de sol, os descontos foram de 16%; calça masculina, 14%; sapato masculino, 16%. Já os smarts bands, relógios para prática de exercícios físicos, tiveram descontos de 26%. Podemos dizer que esses foram os campeões de desconto nesta Black Friday”.

A CNC fez o monitoramento dos preços de 250 produtos mais demandados pelos consumidores em sites de busca nos 40 dias que antecederam a Black Friday. O levantamento levou em consideração o desconto efetivo e em quais foram observados os maiores descontos. O monitoramento começou na última semana de outubro, com o acompanhamento diário dos produtos. “É importante fazer isso, porque um produto, na sexta-feira, poderia estar com desconto. O importante é calcular o desconto efetivo, ou seja, se o produto foi comercializado, digamos, com o preço mínimo de R$ 100. E no dia da Black Friday, ele aparece a R$ 100, ou seja, mesmo que ele tenha tido um desconto na passagem de quinta para sexta, não houve um desconto efetivo. O importante é a gente ver para o consumidor onde, de fato, o preço foi praticado abaixo do piso dos últimos 40 dias”, explicou o economista.

Bentes disse ainda que pode ter sido a maior temporada de descontos desde 2010. “Embora o balanço não tenha sido fechado ainda, foi a maior Black Friday desde que o evento passou a fazer parte do calendário do varejo, no ano de 2010, com uma expectativa de faturamento de R$ 3,7 bilhões.” Ao contrário de diversas datas comemorativas do varejo, a Black Friday não está associada a um feriado religioso ou a qualquer outra motivação histórica, ela tem como mote uma promoção do varejo num período específico do ano.

Maquiagem de preços 

Bentes destacou que nem todos os produtos sofrem maquiagem de preços. Alguns, mesmo fora da temporada, acabam sendo vendidos pelo fluxo do consumidor. “Os varejistas escolhem produtos específicos para aplicar um desconto grande, mas, em alguns casos, não houve desconto algum, aquele produto não fez parte da Black Friday daquele estabelecimento, mas isso não significa que houve maquiagem de preço. O produto não entrou no evento por uma estratégia do varejista. Mas, com isso, acaba chamando o consumidor para dentro da loja ou site e o consumidor acaba levando um produto que não estava na Black Friday”, disse.

Para o economista, a Black Friday não diminui as vendas no Natal, mas serve como termômetro para a data. “A Black Friday é um termômetro para o Natal, porque a movimentação financeira no período é 10 vezes maior do que a Black Friday e deve faturar, este ano, aproximadamente R$ 37 bilhões. O que acontece é que muitas pessoas acabam aproveitando a Black Friday para comprar produtos natalinos, compram no cartão de crédito, por exemplo, e pagam a fatura quando recebem a segunda parcela do 13º salário.” (Agência Brasil)



Publicidade