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Estado de Minas BLACK FRIDAY

Maratona de compras da Blackfriday só termina neste domingo

Lojas lotadas, consumidores carregados de sacolas e críticas a falsos descontos foram os resultados parciais da megacampanha de promoções do varejo, com previsão de faturar R$ 2,2 bilhões em BH


postado em 30/11/2019 04:00 / atualizado em 30/11/2019 10:43

Juliana Ribeiro, de 31 e Maria José Ribeiro, de 52 - Aproveitaram a ida ao Centro e compraram um televisor por R$ 979. Mãe e filhão não deixaram de pesquisar os preços. Paguei parcelado no cartão. Agora devo comprar outra coisa. Na rua está cheio, mas não lotado. No entanto, tentei entrar em uma loja, e não tinha como, de tão cheio que estava
Juliana Ribeiro, de 31 e Maria José Ribeiro, de 52 - Aproveitaram a ida ao Centro e compraram um televisor por R$ 979. Mãe e filhão não deixaram de pesquisar os preços. Paguei parcelado no cartão. Agora devo comprar outra coisa. Na rua está cheio, mas não lotado. No entanto, tentei entrar em uma loja, e não tinha como, de tão cheio que estava", diz Juliana. (foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)


Desejos e necessidades do consumidor, em meio à crise da economia e ao orçamento apertado, foram parcialmente satisfeitos ontem, em Belo Horizonte, na megacampanha de liquidações do varejo Black Friday, que ainda não acabou. A promessa de descontos “imperdíveis” de um comércio ávido por atrair clientes às lojas continua até amanhã em diferentes redes e shopping centers. A previsão é de que o conjunto das ofertas renda pouco mais de R$ 2,2 bilhões em faturamento na capital mineira, somados os negócios nas lojas físicas e on-line.
 
Daniele Inácio, de 32 - Estava num ponto de ônibus com vários pacotes. Ela gastou R$ 127 na compra de um liquidificador, uma panela e até tinta para cabelo. O liquidificador custou R$ 80 e cada caixa da tinta foi comprada quase pela metade do preço, de R$ 20 por R$ 11.
Daniele Inácio, de 32 - Estava num ponto de ônibus com vários pacotes. Ela gastou R$ 127 na compra de um liquidificador, uma panela e até tinta para cabelo. O liquidificador custou R$ 80 e cada caixa da tinta foi comprada quase pela metade do preço, de R$ 20 por R$ 11. "O liquidificador, de uma marca boa, por R$ 80? Nesse caso, confio no desconto. Saí de casa antes das 5 da manhã. Vim cedo, comprei, deixei uma amiga na fila com o dinheiro, fui trabalhar, voltei para pegar os produtos. Paguei com o dinheiro do 13º salário". (foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)


A expectativa da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH) é de que a Black Friday injete R$ 2,09 bilhões nos caixas das lojas da capital. A cifra significará, uma vez confirmada, crescimento de 2,9% em relação ao ano passado. Já de acordo com o site oficial da Black Friday no Brasil, blackfriday.com.br, BH deve ficar com R$ 136 milhões em receita de vendas pela internet.

Com ações e condições especiais próprias, os shoppings centers de Belo Horizonte estenderam a maratona até amanhã. Além dos grandes centros de compra, até quem quiser adquirir um imóvel terá um tempo a mais. As lojas do Shopping Cidade, no Centro da capital, anunciam descontos que podem chegar a 70%. O Shopping Del Rey, na Região da Pampulha, também terá promoções até 21h de amanhã. Descontos podem chegar a 95%.
 
 
Orlando José dos Santos, de 59 - Comprou uma panela como presente para a mulher e uma máquina para cortar cabelos. Ele conta que a panela, que normalmente é anunciada por cerca de R$ 50, custou R$ 25. Já o aparelho, de qualidade melhor do que ele normalmente usa, custou R$ 30, com desconto sobre o preço original anunciado, de R$ 100.
Orlando José dos Santos, de 59 - Comprou uma panela como presente para a mulher e uma máquina para cortar cabelos. Ele conta que a panela, que normalmente é anunciada por cerca de R$ 50, custou R$ 25. Já o aparelho, de qualidade melhor do que ele normalmente usa, custou R$ 30, com desconto sobre o preço original anunciado, de R$ 100. "Pelo preço que eu paguei aqui valeu a pena. Ia comprar desodorante e sabonete, mas do jeito que a loja está cheio não vou mais. Comprarei presente só para os netos, bem perto do Natal mesmo". (foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)
 
A Black Friday também será prolongada no Shopping Contagem, que vai manter as ações até as 20h de amanhã, com cortes nos preços de até 70%. Não é só no varejo que o consumidor ainda encontrará descontos durante o final de semana. A construtora e incorporadora mineira MRV e a rede especializada em chocolates da Kopenhagen estenderão suas promoções hoje e amanhã.

Marília Oliveira dos Santos, de 47 - Aproveitou os descontos e comprou micro-ondas, forno elétrico e smartphone, tudo por R$ 1.200 à vista, pagos no cartão de débito.
Marília Oliveira dos Santos, de 47 - Aproveitou os descontos e comprou micro-ondas, forno elétrico e smartphone, tudo por R$ 1.200 à vista, pagos no cartão de débito. "Acho que houve mesmo um desconto, porque o micro-ondas custava, antes, R$ 800 e eu já queria comprar. Espero a Black Friday todo ano. No ano passado comprei uma geladeira e uma máquina de lavar". O marido de Marília, Joaquim Sampaio, ainda quer comprar um carro na campanha. (foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)


Pesquisa e reclamação


O esforço dos lojistas para atrair os consumidores, anunciando condições “imperdíveis” na data oficial da megacampanha de promoções do varejo Black Friday, foi recompensado pela corrida de clientes carregando pelas ruas pacotes com eletrodomésticos, eletrônicos e utensílios domésticos, como máquinas de lavar, smartphones e panelas, além de itens de higiene pessoal. Mas também houve quem entrasse nas lojas para pesquisar os preços e desconfiasse das ofertas, preferindo sair de mãos vazias.
 
Antônio José, de 61 - Comprou uma máquina de lavar por R$ 400, por meio do cartão de crédito, mas garante que não pagou preço de Black Friday.
Antônio José, de 61 - Comprou uma máquina de lavar por R$ 400, por meio do cartão de crédito, mas garante que não pagou preço de Black Friday. "Eu olhei antes, hoje eu vim comprar e não está na Black Friday. Não são todos os produtos que estão na promoção. Mas estava passando e resolvi comprar. Tive que comprar porque a minha queimou, por necessidade. Acho que o comerciante retira uns R$ 200, R$ 300 de cada produto aí na promoção. Então, o preço não está ruim não, está bom". (foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)


O deslocamento de pessoas para as lojas físicas durante a Black Friday foi 60% maior do que em outras sextas-feiras comuns de 2018, apontou um levantamento feito pelo aplicativo de navegação Waze. Para chegar à essa conclusão, o Waze analisou o comportamento de seus usuários ativos no dia da Black Friday 2018 e comparou com outras sextas-feiras do mesmo ano, pois o último dia útil da semana é o que normalmente já apresenta uma maior movimentação em relação aos outros.
 
Adryeni Lima, de 18 anos - Comprou um televisor por R$ 3,5 mil, frente ao preço de tabela de R$ 5,5 mil e vai pagar o produto num plano parcelado. Ela levou ainda um notebook por quase R$ 1 mil abaixo do preço anteriormente anunciado, de R$ 2,5 mil. Ao lado da mãe, Adryeni estava no centro da cidade desde 10h pesquisando as ofertas.
Adryeni Lima, de 18 anos - Comprou um televisor por R$ 3,5 mil, frente ao preço de tabela de R$ 5,5 mil e vai pagar o produto num plano parcelado. Ela levou ainda um notebook por quase R$ 1 mil abaixo do preço anteriormente anunciado, de R$ 2,5 mil. Ao lado da mãe, Adryeni estava no centro da cidade desde 10h pesquisando as ofertas. "A gente já estava querendo comprar, entramos em todas as lojas. Em algumas delas, os descontos da Black Friday valem a pena. Em outras, é Black Fraude", diz. (foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)
 

Em BH, alguns consumidores aproveitaram as ofertas desde a noite de quinta-feira, debaixo de chuva, e outros decidiram acordar cedo ontem para não perder as promoções. Como ainda há desconfiança com relação aos descontos, pesquisar ou conhecer os preços anteriormente é regra. Em geral, os consumidores não pretendem comprar nada além do que levaram na sexta-feira, nem adiantar os presentes de Natal. Com as condições de pagamento especiais oferecidas pelo varejo, as compras à vista foram muito frequentes.



*Estagiário sob supervisão da subeditora Marta Vieira


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