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Estado de Minas NEGÓCIOS

Floriculturas atuais inovam, oferecendo novas experiências ao consumidor

Floristas contemporâneos apostam em produtos com design e afeto, além de propostas que vão muito além dos buquês e arranjos tradicionais


postado em 04/11/2019 11:00 / atualizado em 04/11/2019 12:33

Leandro Couri/EM/D.A Press
Wanderlan Pitangui, sócio da esposa na Kok-Nature, cultiva plantas em bolas de musgo, como a kokedama, na sua mão (foto: Leandro Couri/EM/D.A Press)


Não é difícil pensar na sua flor favorita: rosas, orquídeas, girassóis... Mas imagine o quanto pode ser legal se surpreender na próxima visita à floricultura, encontrando espécies e arranjos totalmente novos, diversificados, coloridos ou sempre vivos? Gostou da ideia?
 
É essa a proposta de floristas e designers interessados em uma nova abordagem no ramo do comércio e decoração com plantas: inovar, oferecendo novas experiências ao consumidor. Algumas personalizadas até, em que o próprio cliente é convidado a aprender a criar e a cuidar dos arranjos.

Uma das primeiras a investir no conceito em BH foi Bruna Rodrigues, proprietária da Flora de Série, pequeno ateliê localizado no Bairro São Pedro que oferta flores de corte, realiza decoração para eventos e promove cursos de arranjos e empreendedorismo no ramo. “Comecei há 5 anos, época em que não havia na cidade nenhuma empresa no segmento de floricultura ou decoração de eventos que realmente trabalhasse com um olhar diferente para o universo das flores. Vimos a oportunidade de negócio, de um movimento que chegava timidamente já em São Paulo, com a criação de arranjos priorizando flores exóticas, com mais textura, elementos inusitados, como galhos e sementes, e com propósito. Ou seja, a ideia era ressignificar não só o design dos arranjos, mas também os motivos pelos quais as pessoas presenteavam ou consumiam flores e plantas”, lembra.
 
Além da inovação no mix e na embalagem dos produtos (também em vasos de vidro), a florista propõe a venda de assinaturas (em que os arranjos são renovados semanalmente), capricha nos cartões – um diferencial a mais para quem pretende presentear – e em novidades constantes. Com renovação diária de matéria-prima, Bruna também objetiva a sustentabilidade. “Diariamente, compramos flores frescas – até porque duram muito mais – e os arranjos são feitos com as chamadas 'flores do dia'. O cliente escolhe o tamanho e a criação fica por nossa conta. Assim, não há perda e o pouco de sobra passa por secagem, para ser utilizado em arranjos secos e na finalização dos nossos cartões.”
 
Arquivo pessoal
Dona da Flora de Série, Bruna Ferreira aposta em arranjos desconstruidos e dispostos em potes de vidro (foto: Arquivo pessoal)
 
 
Entre os produtos carro-chefe, ela destaca arranjos de tamanho médio a grande (variando de 12 a 30 espécies de flores cada), a exemplos dos nomeados Carlota (R$ 129) e Zuzu (R$ 199) e o workshop de arranjos, módulo 1 (que inclui teoria, demonstração e prática para quem quer aprender a criar arranjos florais desconstruídos, dura cinco horas e custa R$ 450). “Já são quase 50 edições feitas em várias cidades do Brasil”, comemora.
 
Outro destaque é a multiplicidade dos canais de vendas: loja física e on-line, WhatsApp e telefone. “Nosso público compra flores por diversas razões e está cada vez mais interessado em ressignificar esse hábito, em design, receber bem, presentear com afeto. E, ainda, em consumir de produtores locais.”

OÁSIS NA CIDADE Com o ideal de levar mais natureza para a casa e a rotina das pessoas, a empresária Maria Tereza Bittar Nolli criou a Verde-Si há oito meses, no Bairro Belvedere. O conceito, define, vai além do incentivo a um hábito que ela mesma adora: comprar plantas e escolher um lugar especial para elas em casa. “Quero levar o verde para a vida das pessoas. No entanto, mais que um ateliê de plantas, decoração e design, somos um espaço aberto para o público, que conta com um café e um jardim para quem busca momentos mais tranquilos e de maior conexão com a natureza.”
O investimento para criar o espaço foi alto, cerca de R$ 400 mil. Aos poucos, a empresária percebe que escolheu o caminho certo, ao apostar no nicho que une cultivo de plantas e um estilo de vida mais leve e conectado à natureza. “O conceito, que vai além de ser ateliê de plantas, oferece também novas experiências (no jardim, na cafeteria e até por meio dos produtos do ateliê, que são diferenciados e extremamente selecionados, escolhidos, literalmente, a dedo) e percebo a satisfação do público. O feedback tem sido positivo e, a cada dia que passa, conquistamos novos clientes. Acredito na proposta de vendas diferenciada, que une o desejo pelo produto a novas experiências no local de compra.”
 
Maria Tereza Bittar/Divulgação
A Verde-Si oferece apenas espécies plantadas, dispostas em vasos, cachepôs e outros objetos de design (foto: Maria Tereza Bittar/Divulgação)
 
 
Entre as ofertas, apenas espécies plantadas, dispostas em vasos, cachepôs e outros objetos de design (com preços que variam de R$ 15 a R$ 900). Ou seja, nada de flores ou folhagens de corte. “Queremos que nossos vasos e arranjos fiquem bastante tempo enfeitando a casa e a vida dos nossos clientes, e não apenas alguns dias, como é o caso dos buquês. Além disso, trabalhamos apenas com plantas naturais. Acreditamos na troca de energia entre as plantas e as pessoas.
TÉCNICA JAPONESA Já o casal Wanderlan Pitangui e Íris Perigolo começou a trabalhar com plantas em 2016, por meio de uma técnica japonesa ancestral, que data do século 17: a criação de kokedamas ou plantas cultivadas em bolas de musgo. Não por acaso, o negócio ganhou o nome de Kok-Nature. “A ideia foi apresentar às pessoas a emoção em ver a espécie crescer, florir e dar frutos! E, por que não, plantar as sementes desse fruto. Nosso foco principal é o cultivo japonês de kokedamas e, nisso, também veio a vontade de disponibilizar espécies exóticas, que não se acham facilmente na região de BH”, revela Wanderlan.
 
Atualmente, os produtos criados e desenvolvidos por eles são comercializados no Grande Hotel Ronaldo Fraga, espaço colaborativo localizado no Bairro Funcionários. Entre os produtos, kokedamas têm preço médio R$ 400, tillandsias de R$ 200 e philodendron em vasos também R$ 400. “Acreditamos na ideia de levar aos clientes um novo olhar para as plantas, uma peça de design que é um ser vivo e precisa de cuidados, fazendo com que o público preste mais atenção à natureza.”
 
 
SERVIÇO

Flora de Série
(31) 2516-1996
Instagram: @floradeserie

Verde-Si
(31) 3565-8732
Instagram: @verde-si – plantas

Kok-Nature
(31) 2555-4056
Instagram: @kok–nature 


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