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Estado de Minas VAREJO

Projeções apontam crescimento das vendas no Dia das Crianças

Preços mais baixos e otimismo do consumidor prometem aumentar os negócios nas lojas físicas e no e-commerce


postado em 09/10/2019 04:00 / atualizado em 09/10/2019 09:22


Expectativa é que a terceira data mais importante para o comércio movimente R$ 7,8 bilhões este ano(foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press 23/12/13)
Expectativa é que a terceira data mais importante para o comércio movimente R$ 7,8 bilhões este ano (foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press 23/12/13)

Tradicional data de lojas cheias no comércio em todo o país, a edição 2019 do Dia das Crianças está fazendo a alegria do setor varejista. Pelas projeções da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), as vendas deverão ter crescimento de 4,4% em relação a 2018, alcançando o terceiro ano consecutivo de alta, já descontada a inflação.

A data, a terceira mais importante do calendário do varejo nacional, atrás do Natal e Dia das Mães, deve movimentar R$ 7,8 bilhões em 2019. “Medidas de estímulo à economia, como a liberação de saques no FGTS e PIS-Pasep, além dos juros básicos em novo piso histórico, tendem a favorecer as datas do varejo nesta segunda metade de ano”, diz Fabio Bentes, economista da CNC.

As expectativas para a internet são ainda mais otimistas. Levantamento do Compre & Confie, empresa de inteligência de mercado focada em e-commerce, mostra que as famílias devem movimentar o varejo digital de forma intensa com as compras para o Dia das Crianças. Ao todo, o faturamento gerado deve ser de R$ 2,7 bilhões, aumento de 24,1% em relação ao mesmo período do ano passado.

O estudo considera o período de 28 de setembro a 11 de outubro. “Cada vez mais pessoas buscam por comodidade na hora de consumir. Além dos preços competitivos muitas vezes encontrados no varejo digital, a vantagem de comprar sem sair de casa tem atraído mais brasileiros para o ambiente digital na hora de presentear”, afirma André Dias, diretor-executivo do Compre & Confie. “A consolidação de varejistas nesse ambiente também contribui para aumentar a confiança do consumidor, engajando um público cada vez maior com o e-commerce.”

De acordo com o levantamento focado no varejo digital, devem ser realizados 7 milhões de pedidos durante o Dia das Crianças, aumento de 26% em relação ao mesmo período do ano passado. Apesar disso, o tíquete médio das compras deve ser ligeiramente inferior ao do ano passado: R$ 392,70, uma queda de 1,5% em relação ao mesmo período de 2018.

“A retomada do poder econômico ainda não atingiu plenamente as famílias brasileiras, fator que colabora para a queda no tíquete médio. Ainda assim, pode-se observar que o decréscimo foi relativamente pequeno, se descontados fatores, como a inflação, por exemplo. Ou seja, o consumid or continua disposto a comprar itens semelhantes, com baixa variação no seu valor final”, garantiu Dias.

No varejo como um todo, segundo a CNC, os itens mais procurados serão brinquedos e eletroeletrônicos, com alta esperada de 8,2%. As peças de vestuário e calçados aparecem na segunda colocação (4,5%), seguidas por produtos adquiridos em hiper e supermercados (3,5%). As livrarias e papelarias, que têm perdido espaço no varejo nos últimos anos, deverão faturar menos 4,1% com a data este ano. São Paulo (R$ 2,2 bilhões), Minas Gerais (R$ 772 milhões), Rio de Janeiro (R$ 712 milhões) e Rio Grande do Sul (R$ 611 milhões) deverão responder por mais da metade (55%) do total movimentado em 2019.

VIRADA 


A recuperação das vendas do varejo representa uma virada para o comércio brasileiro neste ano. O primeiro semestre de 2019 foi marcado pela dificuldade do setor em acelerar o ritmo das vendas. Para Bentes, da CNC, “o resgate parcial do nível de atividade no varejo no Dia das Crianças é resultado da combinação entre inflação baixa, parcelamentos mais longos e disponibilização de recursos extraordinários para o consumo”.

Dos 11 itens avaliados pela pesquisa, cinco estão mais baratos do que há um ano: roupas infantis (-4%), tênis (-3%), chocolates (-1,4%), bicicletas (-0,8%) e brinquedos em geral (-0,5%). Por outro lado, livros, que ficaram 26,8% mais caros, em média, e entradas de cinema, com alta de 14,3%, apresentam variações de preços acima da média.



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