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Estado de Minas PODER AQUISITIVO

Investimento de milionários chega à baixa renda

Pi, plataforma de aplicações do Santander, lança modalidade que aproxima gestores de fortunas e investidores com poucos recursos, visando acabar com segmentação por rendimento


postado em 27/08/2019 06:00 / atualizado em 27/08/2019 08:17

Felipe Bottino, CEO da Pi Investimentos, lembra que aportes podem ser feitos a partir de R$ 30(foto: Pi/Divulgação)
Felipe Bottino, CEO da Pi Investimentos, lembra que aportes podem ser feitos a partir de R$ 30 (foto: Pi/Divulgação)

São Paulo – Sempre houve uma grande distância entre produtos financeiros para quem tem muito dinheiro e aqueles de renda mais baixa. Enquanto aqueles com maior poder aquisitivo tinham à disposição os gestores de fortunas, com taxas de administração menores e resultados melhores, para quem tem pouco para aplicar as opções sempre foram restritas e com desempenhos mais conservadores.
 
Felipe Bottino, CEO da Pi, plataforma aberta de investimentos do Santander Brasil, viu aí uma oportunidade para crescer e está anunciando uma parceria com algumas gestoras de fortunas para que elas passem a trabalhar com quem quer se tornar investidor, mas não dispõe de muitos recursos. Bottino chama o movimento de democratização do mercado de investimentos. Os aportes podem ser feitos a partir de R$ 30.
 
Apesar de os valores dessa nova modalidade de investimento serem muito menores em relação ao que essas gestoras estão acostumadas a lidar, o CEO da fintech garante que as taxas e os resultados entregues, independentemente do volume do aporte, serão as mesmas. "Quero que o gestor faça o mesmo que faz com a carteira de grandes fortunas que ele já administra, seja um fundo de ações ou multimercado. Nossa luta é para que não haja segmentação por faixa de renda. Entendo que deve existir uma carteira para o perfil de risco e o objetivo do investidor, não segundo a sua renda."
 
O CEO da fintech conta que a ideia surgiu quando viu que poderia haver um casamento de duas oportunidades. "Queríamos quem fizesse a gestão de carteira com excelência, sem conflito de interesses e com um bom embasamento técnico. Para esses familys offices, é a oportunidade de contar com a parte tecnológica, de forma a dar escala à gestão familiar no Brasil, explica Bottino.
Lançada em março, a Pi opera como um e-commerce de investimentos sem intermediários e todo o negócio é na nuvem. A meta de Bottino é chegar a 1 milhão de clientes em quatro anos de operação. O CEO acredita que o novo nicho tem potencial para responder por 25% do total de investidores. Para avançar no número de clientes, a fintech tem dedicado cerca de 70% dos investimentos em marketing digital e nas redes sociais.
 
A plataforma pode ser acessada pelo investidor de duas formas. Uma delas é por meio do autosserviço. Nela, o usuário entra no site e escolhe em qual produto que aplicar ou pode optar por carteiras de investimento prontas, selecionadas, que contam com instrutores para orientar sobre onde colocar o dinheiro.

ORIENTAÇÃO


Com a entrada dos primeiros gestores de fortunas na Pi, o investidor de menor renda já pode contar, por meio do site, com a orientação desses profissionais para decidir onde colocar seu dinheiro. Para tornar os produtos mais atraentes e palatáveis, são usados exemplos para ilustrar qual é o objetivo do investimento, como juntar dinheiro para estudar ou fazer uma viagem.
 
Agora, fazem parte da nova modalidade da Pi os gestores Santander Private Banking, Vitreo, CA Indosuez Wealth Management e TAG Investimentos. Já está acertado que a Vinci e o Icatu Vanguarda também integrarão o sistema nas próximas semanas.
 
Bottino acredita que esse modelo de negócio terá chance de crescer no Brasil, por se posicionar com um tipo diferente de serviço no mercado financeiro. “Após a democratização de produtos financeiros, a escolha de produtos passou a ficar comprometida. Hoje, estamos em um universo em que a recomendação de carteira é feita por intermediários que são remunerados, há um grande conflito de interesses. Agora, passamos a oferecer uma pessoa 100% especialista no assunto para assessorar quem precisa de suporte”, detalha.
 
O executivo lembra que, nos últimos anos, o número de assessores financeiros tem crescido de forma exponencial. Em muitos casos, são ex-gerentes de bancos que passam a executar essa atividade. “No caso das family offices, seus profissionais fazem isso a vida inteira, com excelência. Por isso, tenho a convicção de que nosso modelo vai ser replicado, porque é o melhor para o cliente. Mas acredito que todos os modelos vão coexistir, o modelo bancário e o de agente autônomo não vão acabar. Estamos criando um novo mercado”, analisa.



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