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Estado de Minas CONSTRUÇÃO

MRV espera por mudanças nos financiamentos imobiliários

Com melhora dos indicadores econômicos, empresa acredita que haverá uma flexibilização na concessão de crédito


postado em 09/08/2019 06:00 / atualizado em 09/08/2019 08:05


 
Ricardo Paixão, diretor-executivo de Finanças e Relações com Investidores (foto: MRV/Divulgação )
Ricardo Paixão, diretor-executivo de Finanças e Relações com Investidores (foto: MRV/Divulgação )


São Paulo – A construtora MRV segue descolada da falta de confiança dos consumidores e das empresas. Seu lucro líquido no segundo trimestre aumentou 14,6%, na comparação com igual período do ano passado. A receita também cresceu: 20,5% no semestre.

Outro destaque foi o recorde de produção da companhia em um segundo trimestre, somando 10.624 unidades. Com isso, registrou aumento de 19% em relação ao mesmo período do ano passado. “Esse resultado está em linha com o que planejamos e é efeito do avanço físico das obras, independentemente da fase em que esteja”, explica Ricardo Paixão, diretor-executivo de Finanças e Relação com Investidores.

Os resultados da maior construtora residencial da América Latina foram anunciados ontem e se referem ao segundo trimestre do ano. Com a venda líquida em alta, ao mesmo tempo em que houve relevante aumento no número de unidades produzidas, a companhia viu sua Receita Operacional Líquida (ROL) melhorar.

A ROL apresentou crescimento de 18,3% no segundo trimestre, ao ser comparado com igual período do ano passado, e de 20,5% nos primeiros seis meses do ano, em relação ao número alcançado em 2018, e uma alta de 43,1% quando se leva em conta o período de janeiro a junho de 2017.

Até agora, diz Corrêa, havia uma rigidez muito grande na concessão de crédito por parte do banco financiador (Caixa), mas já se começa a perceber uma flexibilização das condições comerciais, o que refletiu na margem bruta apresentada pela companhia. “O agente financiador acertou o critério de crédito, tornando mais rigorosa sua concessão. Essa decisão foi tomada em um cenário macroeconômico mais difícil. Acho que, daqui pra frente, as coisas vão melhorar. Poderemos passar por uma revisão no modelo de concessão, mas nada de imediato. O aperto de crédito torna o modelo ainda mais sustentável no longo prazo”, afirma o diretor.

Ainda segundo o executivo, a companhia espera que a volta da margem bruta aos patamares anteriores ocorra à medida que o cenário macroeconômico comporte um aumento nos preços de venda, que ainda permanecem abaixo do teto em praticamente todas as cidades em que a empresa atua.

APOSTAS 

A MRV está se preparando para a mudança na oferta de crédito e, assim, melhorar seus índices de venda. Para isso, tem investido em inovação e tecnologia. Por exemplo, em apartamentos decorados por meio de sistema de realidade virtual, além de chatbot de atendimento de vendas on-line e em estandes de venda móveis. Essas apostas desde já têm impactado positivamente na redução das despesas comerciais, como os dados do segundo trimestre mostraram.

Paralelamente a esses investimentos, a MRV segue apostando na diversificação de funding. A companhia lançou mais um empreendimento no Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), por meio de repasse na planta. No trimestre passado, foi lançado um projeto em Campinas (SP), com 272 unidades, em parceria com o Banco Bradesco e elegível ao SBPE com repasse na planta, a exemplo do empreendimento lançado no primeiro trimestre, com o Banco Santander.

Outro dado apontado nos números da companhia é que o projeto da operação da Luggo acelerou em relação ao trimestre anterior. “Já estamos em um ritmo mais forte. De três empreendimentos lançados, fomos para cinco. É uma linha de negócio em que estamos botando muita fé”, diz o diretor.

A Luggo é uma plataforma habitacional voltada à locação de imóveis construídos pela MRV, que inclui uma série de serviços para os moradores, a maioria no sistema pay-per-use, como limpeza e arrumação, acesso à internet, lavanderia e petcare.




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