Publicidade

Estado de Minas

The Economist denuncia 'velório' da Amazônia e faz duras críticas a Bolsonaro

Publicação de alcance global trouxe a devastação da floresta na capa da edição desta semana e afirma que o mundo precisa frear 'vandalismo' do presidente


postado em 01/08/2019 13:12 / atualizado em 01/08/2019 13:27

(foto: The Economist/Divulgação)
(foto: The Economist/Divulgação)

Uma das principais publicações sobre economia, mercado e política do mundo, a edição desta semana da revista britânica The Economist denuncia o desmatamento da Amazônia.

O velório para a Amazônia: a ameaça do desmatamento descontrolado, diz a capa do veículo, que afirma que a maior floresta do mundo está bem próxima de um "ponto de inflexão", do qual já não haveria mais tempo de retornar. "O Brasil tem o poder de salvar a maior floresta tropical da Terra — ou destruí-la", diz o editorial, que faz duras críticas ao presidente Jair Bolsonaro

"Bolsonaro está acelerando o processo, em nome, ele afirma, do desenvolvimento. O colapso ecológico que suas políticas podem precipitar seria sentido com mais intensidade nas fronteiras de seu país, que circunda 80% da bacia — mas iria muito além delas. Precisa ser evitado", alerta o texto. 

Ainda de acordo com o editorial, o presidente "deixou claro que os infratores não têm nada a temer" e, "como 70% a 80% da extração madeireira na Amazônia é ilegal, a destruição aumentou para níveis recordes. "Desde que ele assumiu, em janeiro, "as árvores estão desaparecendo a uma taxa de mais de duas ilhas de Manhattan por semana", acusa a publicação.

Sem rodeios, a revista ressalta que o mundo não deve tolerar o que chamou de "vandalismo" de Bolsonaro, e sugere ações concretas, como boicote aos produtos exportados pelo Brasil

"Empresas de alimentos, pressionadas pelos consumidores, devem rejeitar a soja e a carne produzidas em terras amazônicas exploradas ilegalmente. Os parceiros comerciais do Brasil devem fazer acordos contingentes de seu bom comportamento. O acordo alcançado em junho pela União Europeia e pelo Mercosul, do qual o Brasil é o maior membro, já inclui dispositivos para proteger a floresta tropical. Aplicá-los é esmagadoramente do interesse das partes. O mesmo vale para a China, que está preocupada com o aquecimento global e precisa da agricultura brasileira para alimentar sua pecuária", destaca o editorial. 

Em reportagem de extensa reportagem, intitulada À beira, a The Economist denuncia que a floresta amazônica está bem perto de ser irremediavelmente destruída, e como isso seria desastroso para o mundo inteiro. 


Publicidade