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Estado de Minas

Paulo Guedes anuncia devolução de R$ 3 bi ao Tesouro Nacional

Devolução feita pela Caixa é parte do total de uma dívida de R$ 43 bilhões. Ministro da Economia anunciou ainda campanha para esclarecer renegociação de dívidas com empréstimo para compra da casa própria


postado em 12/06/2019 12:15 / atualizado em 12/06/2019 14:51

Ministro da Economia, Paulo Guedes, e o presidente da Caixa, Pedro Guimarães(foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados e Ed Alves/CB/D.A Press)
Ministro da Economia, Paulo Guedes, e o presidente da Caixa, Pedro Guimarães (foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados e Ed Alves/CB/D.A Press)

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse, em entrevista coletiva ao lado do presidente da Caixa, Pedro Guimarães,  nesta quarta-feira, que, "pela primeira vez na história do Brasil', o banco estatal vai devolver ao Tesouro Nacional R$ 3 bilhões, dos R$ 43 bilhões que deve aos cofres da União.

Guedes disse que 'o plano é devolver R$ 20 bilhões este ano.' Segundo o ministro, a devolução vai servir para abatimento da dívida pública do País.

Guedes adiantou  ainda que em 90 dias o governo federal vai fazer uma campanha publicitária para esclarecer regras para renegociação de dívidas  com empréstimos para a compra da casa própria.

O presidente da Caixa disse que os descontos variam de 40 a 90% e a média dos cortes nos valores das prestações é de 82,78%.

Também segundo o presidente da Caixa, 'a maioria das prestações é de R$ 500',  ou seja, de pessoas de baixa renda e beneficiários do programa Minha Casa, minha vida.

Guimarães informou que a Caixa já recebeu 15 mil inscritos para interessados na renegociação.

Governo mais fraterno


O ministro da Economia ressaltou que esses dados anunciados revelam um 'governo mais eficiente'. "Um governo mais eficiente pode ser mais fraterno'', argumentou Guedes.

Ele também reiterou defesa da reforma da Previdência, que depende de aprovação do Congresso de Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que altera as regras da aposentadoria no País.

" Sem eficiência, quebra", insistiu o ministro ao defender a aprovação da PEC.

Privilégios


Para Guedes, os bancos públicos no passado praticavam juros  baratos  'para privilegiados, amigos do governo'  e ' caro para o restante da sociedade'.  

Dívida Pública


O ministro da Economia também destacou que o Brasil gasta US$ 100 bilhões por ano com pagamento de juros da dívida pública. De acordo com ele, além da reforma da Previdência, essa é outra prioridade do governo.

Guedes disse que  a dívida pública é ' um buraco negro',  em se tratando de gastos da União, só perdendo para a Previdência Social.

Segundo Guedes,  o governo utilizará recursos devolvidos por bancos públicos para resgatar a dívida pública.

"Vamos resgatar a dívida pública, que aumentou na contabilidade criativa. As pedaladas acabaram levando a impeachment da presidente
(Dilma Rousseff)", disse.

O ministro afirmou que o governo está "despedalando" (lembrando as chamadas pedaladas fiscais) e removendo privilégios. Ele citou o exemplo de empréstimos a juros subsidiados para as empresas chamadas de  'campeões nacionais'.

"O Brasil virou paraíso dos rentistas e inferno dos investidores", acrescentou o ministro.

Reunião


Paulo Guedes se reuniu, na manhã desta quarta-feira,  na sede do ministério,  em Brasília, com o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, do Banco do Brasil, Rubem Novaes, e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Joaquim Levy.

Entre os assuntos pautados,  segundo divulgação da agenda do ministro, constava assuntos ligados  à governança, promovida frequentemente por Guedes com os dirigentes dos bancos.


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