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Estado de Minas

Por que o Cadastro Positivo demorou tanto para sair?

No Cadastro Positivo, pessoas e empresas que não atrasam pagamentos de dívidas têm pontuação mais elevada na comparação com os inadimplentes, podendo tomar empréstimos e financiamentos com juros menores


postado em 09/04/2019 06:00 / atualizado em 09/04/2019 08:29

(foto: Arte/Soraia Piva)
(foto: Arte/Soraia Piva)

É curioso como no Brasil as mudanças são sempre lentas – mesmo quando elas têm potencial para gerar efeitos positivos. Ontem, o presidente Jair Bolsonaro sancionou a lei do Cadastro Positivo, que, inegavelmente, representa avanço importante para o país. A lista dos bons pagadores existe desde 2013, mas só nas últimas semanas o Congresso se mexeu para levar o projeto adiante. No Cadastro Positivo, pessoas e empresas que não atrasam pagamentos de dívidas têm pontuação mais elevada na comparação com os inadimplentes, podendo tomar empréstimos e financiamentos com juros menores. O atraso para a aprovação das novas regras custou caro. É consenso entre economistas, empresários e associações de consumidores que o Cadastro Positivo trará uma série de benefícios. Segundo os especialistas, ele poderá injetar, em 3 anos, R$ 1 trilhão na economia brasileira e ampliar o crédito para um universo formado por 25 milhões de pessoas. Se é assim, por que demorou tanto para sair?

Até Jorge Paulo Lemann erra


Nos negócios, é impossível ganhar sempre. Maior empresário da história do país, Jorge Paulo Lemann tem sido questionado pelos resultados pífios da Kraft Heinz. Segundo os críticos, a 3G, empresa de private equity de Lemann que controla a Kraft, tem se dedicado apenas ao corte obsessivo de custos, sem se preocupar com o desenvolvimento das marcas. Há alguns dias, Lemann reconheceu os erros em palestra para estudantes. “Estamos mudando isso”, disse Lemann. “Vamos focar no consumidor.”

Chineses dominam tecnologia blockchain
A China vai dominar o mundo – pelo menos na área dos blockchains. O país detém 263 projetos ativos da tecnologia, ou cerca de 25% do total global. Há 615 empresas de blockchain no país e metade delas desenvolve soluções para o setor financeiro. Uma das razões para o bom desempenho se deve às regulamentações oficiais. No mês passado, o governo de Pequim implementou novas regras, que exigem que provedores de serviços de blockchain sejam registrados na administração de Ciberespaço da China.

Bitcoin dispara e reforça força das moedas virtuais
E por falar em blockchain, a cotação do Bitcoin continua em alta, com a disparada de 20% em uma semana. Por mais que o sistema financeiro tradicional e as autoridades monetárias desprezem as moedas virtuais, elas são uma realidade invencível. E por um motivo simples: o avanço da tecnologia blockchain. “O blockchain, sistema que ampara o Bitcoin, provocará revolução tão fantástica quanto a internet”, diz Eduardo Tancinsky, consultor de tecnologia. “Estamos apenas no começo desse processo.”

RAPIDINHAS
» A empresa de gestão logística Lincros comprou parte da especialista em tecnologia da informação HBSIS. Com sede na cidade catarinense de Blumenau, a Lincros é responsável pela gestão logística de grandes fabricantes, como Fiat Chrysler, Embraco, Azul Linhas Aéreas, Grendene, Hope e Karsten. Em 2018, processou R$ 37 bilhões em notas fiscais.

» O Brasil não é mesmo para principiantes. Estudo da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) mostrou que as empresas do setor industrial gastam 1,2% de seu faturamento apenas para organizar o pagamento de impostos. Em 2018, o custo com a burocracia chegou a R$ 37 bilhões – o equivalente às vendas anuais de uma empresa do porte da Braskem.

» Não custa lembrar que, fosse o ambiente de negócios brasileiro mais amigável, o dinheiro poderia ser destinado para novos investimentos, indispensáveis para a geração de empregos. Números como esse explicam porque a reforma tributária é tão vital quanto a previdenciária.

» A montadora alemã Audi está expandindo o uso de impressoras 3D em sua produção de ferramentas. A empresa terá um departamento específico, que ficará responsável pela implementação do projeto na fábrica de Neckarsulm, na Alemanha. A impressão 3D com polímeros será estabelecida por equipe de especialistas, reduzindo os custos de produção e acelerando os processos internos das fábricas.

R$ 174,8 bilhões é quanto faturou o setor de franquias em 2018, 7,1% a mais do que no ano anterior. Os dados são da Associação Brasileira de Franchising (ABF)

"Resolver os grandes problemas é mais fácil que resolver pequenos problemas"
Sergey Brin, cofundador do Google


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