Publicidade

Estado de Minas

O fiasco dos livros digitais

Não só as obras impressas continuam firmes e fortes como os e-books se tornaram um fracasso retumbante


postado em 27/03/2019 06:00 / atualizado em 27/03/2019 08:39

(foto: Arte/Soraia Piva)
(foto: Arte/Soraia Piva)

No fim de 2007, quando a Amazon lançou a primeira geração do Kindle, seu leitor de livros digitais, não faltaram especialistas para vaticinar que os livros impressos estão com os dias contados. Como boa parte das previsões na área de negócios, o prognóstico estava 100% errado. Não só as obras impressas continuam firmes e fortes como os e-books se tornaram um fracasso retumbante. No mercado brasileiro, eles respondem por apenas 1% das vendas – número não muito diferente do observado em mercados maiores e mais maduros, como o europeu e o americano. Segundo Vitor Tavares, livreiro há 35 anos e presidente da Câmara Brasileira do Livro (CBL), duas razões principais explicam o fiasco: o preço dos e-books, muito próximo do valor dos impressos, e a falta de interesse pela leitura dos brasileiros. Mas o fenômeno é global. Tavares conta que voltou há pouco da Feira do Livro de Londres. Lá, diz ele, não escutou uma única vez alguém falar sobre livros digitais.


O megalaboratório brasileiro da Basf
Maior empresa química do mundo, a alemã Basf vai criar um centro de inovação e tecnologia no Brasil. Chamado de “onono”, o novo laboratório foi concebido pelo presidente da companhia no país, Manfredo Rüben. Segundo a empresa, o centro de pesquisas, o maior do grupo na América Latina, desenvolverá soluções para as áreas de produtos químicos e defensivos agrícolas, além de alternativas voltadas à sustentabilidade.

Nubank contra asteriscos  nos documentos
O Nubank, maior empresa de serviços financeiros da América Latina, lançou nesta semana o movimento #AsteriscoNão em favor da transparência na comunicação entre empresas e consumidores. Em contraponto ao dia da mentira, “comemorado” em 1o de abril, a fintech está divulgando um manifesto nas redes sociais convidando outras marcas a banir de suas propagandas asteriscos, letras miúdas e recursos visuais que só existem nos documentos para confundir os consumidores.

Air Alaska na Amazônia
Mais uma companhia aérea está interessada em voar nos céus brasileiros. A empresa Air Alaska (apesar do nome que remete ao gélido Estado americano, sua base fica em Seattle) estuda a atual demanda para lançar a rota Manaus-Los Angeles, um voo de 7.300 quilômetros. Em recente encontro com empresários e investidores, o presidente da companhia, Bradley Tilden, garantiu que a ampliação das rotas para a América Central e do Sul é uma alternativa capaz de ampliar o faturamento no curto prazo.

"A reação mais comum da mente humana a uma conquista não é satisfação, e sim o anseio por mais”
 Yuval Noah Harari, historiador israelense e autor do best-seller internacional Uma breve história da humanidade

US$ 1,5 bilhão é quanto faturou o mercado de games no Brasil em 2018, valor 15,3% maior que o obtido no período anterior

RAPIDINHAS

. Depois de consolidar seu modelo de negócio em todas as capitais brasileiras, a moObie, maior plataforma de compartilhamento de carros da América Latina, vai expandir a operação no país. A partir desta semana, proprietários de qualquer município podem colocar seus automóveis para alugar no aplicativo. Funciona assim: o dono cadastra o veículo no app e qualquer motorista pode alugar o carro. A expansão foi acelerada depois do aporte de R$ 15 milhões de investidores-anjo e parcerias com Toyota e Liberty Seguros. Há um ano, a plataforma contava com 75 mil usuários cadastrados e 4 mil veículos disponíveis. Atualmente, são 270 mil usuários e 17 mil veículos.

. A rede de idiomas Red Balloon vai incluir, até o fim do ano, nove unidades ao atual portfólio de 16 que funcionam na região Nordeste do país. “O mercado nordestino vive uma efervescência do empreendedorismo”, afirma Lucia Dini, CEO da rede. “Queremos fazer parte desse movimento.”

. Quarta maior companhia aérea brasileira, a Avianca continua enfrentando turbulências. Em recuperação judicial desde janeiro, reduzirá sua frota para 26 aeronaves e fechará as bases operacionais nos aeroportos de Belém (PA), Galeão (RJ) e Petrolina (PE). Como reflexo, a companhia vai eliminar 21 rotas – ou 40% dos 53 trechos em que opera.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade