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Estado de Minas ECONOMIA

OMC prevê nova desaceleração do comércio


postado em 27/11/2018 08:11

A Organização Mundial do Comércio (OMC) alerta para uma nova desaceleração do comércio mundial nos últimos três meses de 2018. Dados publicados nesta segunda-feira, 26, às vésperas da reunião de cúpula do G-20 em Buenos Aires, sugerem que a guerra comercial está tendo um impacto real no fluxo de bens.

Os indicadores ainda apontam que a expansão deve ser a mais baixa em dois anos. Com 98,6 pontos, o "termômetro do comércio global" está abaixo dos 100,3 pontos do último trimestre e aponta para desempenho "abaixo da tendência".

Para medir a tendência do comércio, a OMC criou um indicador que coleta dados de exportações, cargas e outros índices setoriais considerados pilares da economia mundial. Uma taxa de 100 pontos significa estagnação do crescimento do comércio. Qualquer número abaixo, como no caso do atual trimestre, aponta para perda de força nos fluxos de exportação e importação.

Segundo a OMC, há ainda uma tendência de que a perda de força continue no primeiro trimestre de 2019. Todos os principais setores foram atingidos. A demanda por exportação continuou a tendência de queda que já havia sido registrada ao longo do ano. Já os índices de produção automotiva (96,9 pontos), componentes eletrônicos (93,9 pontos) e material agrícola (97,2 pontos), deixaram de estar dentro de uma média para serem classificados como "abaixo da tendência".

Cenário

A projeção em maio era de uma expansão do comércio mundial de 4,4%. Para 2019, o crescimento seria de 4,0%. Em 2017, a expansão em volume foi de 4,7% e em valores chegou a 10,7%, a melhor desde 2011 e atingindo US$ 17 trilhões. Nada disso, porém, previa a proliferação de medidas protecionistas.

Agora, a projeção é de que o comércio em 2018 tenha expansão de 3,9%, com um impacto ainda maior em 2019, não deve passar de 3,7%.
Na visão da OMC, uma guerra comercial poderia tirar bilhões de dólares da economia mundial e uma escalada tarifária entre as maiores economias do mundo reduziria em 17% o crescimento do comércio mundial e em 1,9% o crescimento do PIB. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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