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Estado de Minas

WhatsApp domina eleição, mas não dá dinheiro

Não há dados oficiais, mas estima-se que o WhatsApp tenha cerca de 90 milhões de usuários no Brasil


postado em 08/10/2018 06:00 / atualizado em 08/10/2018 15:01




As eleições deste ano tiveram um vencedor incontestável: o WhatsApp. “Ele transformou o jogo político, influenciou decisões, espalhou mentiras e dominou os debates”, diz o consultor Eduardo Tancinsky, especializado em redes sociais. “O WhatsApp é o grande palco onde os atores da sociedade exibem sem pudores suas ideias, preconceitos e obsessões”. Tancinsky diz que em breve o WhatsApp vai enterrar outra forma de manifesto político – os protestos de rua. “Ninguém mais precisa gastar sola de sapato para se posicionar. Tudo acontece na tela de um smartphone.” De fato, a rede de mensagens instantâneas que pertence ao Facebook se tornou uma máquina influenciadora. Não há dados oficiais, mas estima-se que o WhatsApp (foto) tenha cerca de 90 milhões de usuários no Brasil. No mundo, o número passa de 1,5 bilhão. O curioso é que, mesmo com a presença avassaladora, ele ainda não é lucrativo. Mas isso deve mudar. Logo os usuários serão bombardeados com propaganda. Resta saber se aceitarão a intromissão.

O lado útil do WhatsApp
Nem só de fake news vive o WhastApp. A Hi Platform, maior plataforma de atendimento ao consumidor do Brasil, acaba de fechar acordo com a Wavy, empresa de conteúdo, para aproximar clientes e empresas por meio do aplicativo. A expectativa é atingir 2 milhões de atendimentos mensais no primeiro semestre de 2019. “Nossa expectativa é que o WhatsApp contribua para a transformação do mercado de atendimento e da forma como as companhias e os consumidores se relacionam”, diz o CEO Marcelo Pugliesi.

A queda das reclamações contra operadoras de telefonia
Ou os brasileiros se cansaram de reclamar das operadoras de celular ou os serviços estão melhorando de verdade. Pode até ser as duas coisas. Em agosto, a Anatel registrou um total de 250,6 mil reclamações de usuários contra as prestadoras dos principais serviços de telecomunicações, uma queda de 18,8% sobre o mesmo mês de 2017. Todos os principais serviços de telecomunicações apresentaram redução das queixas nos últimos 12 meses. A maior queda (24,2%) foi no segmento de TV por assinatura.

O rejuvenescimento da Renner
Uma das mais tradicionais redes de varejo de moda do Brasil, a gaúcha Renner quer planejar sua estratégia de negócios com ideias e soluções apresentadas por startups. A companhia, com 333 lojas no país e cinco no Uruguai, abriu um concurso para empresas dispostas a oferecer processos sustentáveis de produção de moda, com uso de novas matérias-primas, redução do consumo de água, de energia elétrica e de produtos químicos.

US$ 75 bilhões
é o valor de mercado da startup chinesa Bytedance, desbancando assim a Uber do topo da lista das empresas iniciantes mais valiosas do mundo. A Bytedance desenvolve algo cada vez mais precioso hoje em dia: inteligência artificial

RAPIDINHAS


» O próximo governo, seja lá qual for, terá a falta de competitividade da indústria como um dos maiores desafios a serem enfrentados. Um estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI) concluiu que o Brasil possui nota 4,4 nos quesitos de segurança jurídica, burocracia e relações de trabalho, em uma escala de zero a dez.

» O resultado deixa o país atrás de África do Sul, Argentina, Peru, Colômbia e México. Os mais bem colocados no ranking são Canadá, com 9,1 pontos, e Austrália, com 7,9. “É necessário que se respeite o direito individual e das empresas, aplicando a lei de forma previsível e consistente”, disse o superintendente jurídico da CNI, Cassio Borges.

» Não é novidade que o mercado de food truck e lanchonetes artesanais se popularizou. O negócio cresceu tanto que já surgem até serviços inusitados. A rede paranaense WhataFuck oferece comida de rua para animais, como biscoitos e hambúrgueres.

» Sobre uma nota publicada neste espaço, a JCB informa o seguinte: “A empresa conta com 22 fábricas no mundo, incluindo 11 no Reino Unido, e não tem planos de se mudar da Grã-Bretanha. Além disso, acaba de investir R$ 50 milhões de libras (cerca de R$ 253,57 milhões) na construção de uma nova fábrica no Reino Unido, que deverá ser concluída em 2019”.

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